MANUAL DO HOBBY EXTRA 300

 

INTRODUÇÃO:

 

     Para começar, devemos deixar claro que este manual serve apenas como um guia para a construção do seu ARF (Almost Ready to Fly) e que pode sofrer alterações por parte do construtor que desejar fazê-las. No entanto, qualquer desvio dos padrões estabelecidos neste manual, estará sujeitando seu Extra 300 a excelentes modificações ou péssimas escolhas que poderão causar mau funcionamento do mesmo e até um acidente. Se você decidir modificar algo, sempre consulte o suporte da Hobby Esportes ou algum outro construtor mais experiente.

     A maneira como este manual pretende abordar a montagem fará com que você faça um planejamento antes de cada etapa, para que uma determinada parte da montagem não venha a atrapalhar a outra devido à ordem em que você iniciou o processo. Portanto, tente seguir a ordem descrita aqui e sempre mentalize o que estará fazendo antes mesmo de começar - estruture um projeto mental.

 

 

ANÁLISE DO KIT:

 

     As principais partes do Extra 300 (ARF) da Hobby Esportes são: fuselagem, 2 meias-asas e 2 ailerons, estabilizador vertical e leme, estabilizador horizontal e 2 partes do profundor, cockpit, canopy e carenagem. Dobradiças e bequilha traseira acompanham o kit.

     Para completar a montagem ainda serão necessários acessórios adicionais que também podem ser comprados na Hobby Esportes. Segue abaixo lista de acessórios:

 

horns
roda trazeira
spiner
rodas

espuma base asa
pushrod(arames c/rosca)
vareta pushroad
tanque
retentor de roda trazeira
trem central
eixo para rodas (parafusos com polcas)
strips

parafusos especiais asa

parafusos (motor/montante/trem)

links
montante
retentores de servo
espuma receptor
tubo silicone
hélice

mesa dos servos

mesa do servo do acelerador

 

 

 

MONTANDO O KIT:

 

1.     MEIAS-ASAS:

 

Confira se as meias-asas aparecem como na foto. Será necessário abrir caminho para a entrada dos diedros que vão fazer a união das duas meias-asas. Estão marcados de vermelho os locais onde entrarão os diedros.

     Neste momento você já pode testar se os diedros estão entrando com facilidade nos locais onde vão encaixar-se. Teste unindo as meias-asas com o uso dos diedros para ver se não há necessidade de dar algum acabamento nas peças para ter um melhor acoplamento entre elas.

     Ainda neste ponto, experimente colocar a asa unida pelos diedros (porém não colada) na fuselagem.

Veja como a asa está unida as laterais da fuselagem. Assim, você fará um estudo de como deverá colar as meias asas para não deixar um grande espaço entre asa e a lateral da fuselagem. Esta etapa foi parte do seu planejamento mental, para no momento da colagem, deixar o espaçamento correto entre asa e lateral da fuselagem.

 

1.1.     Ailerons: você deverá colocar de 4 a 5 dobradiças (se for de nylon) para cada meia-asa. Usando uma régua ou outro tipo de medidor em escala, escolha os pontos onde você colocará as dobradiças.

Compare cada aileron com cada meia-asa, pois cada um tem a forma perfeita para cada lado de meia-asa. Para não haver erro, você poderá fazer alguma marca nos ailerons que indiquem que tal aileron é da meia-asa esquerda ou da direita.

Usando um estilete, faça cortes nas dimensões das dobradiças. Comece pela meia-asa inserindo as dobradiças nesta (ainda não cole – sempre faça ensaios).

Agora com as 4 ou 5 dobradiças nos devidos lugares na meia-asa, pegue o aileron correspondente e coloque-o junto as dobradiças para fazer as marcas de onde você deverá fazer os cortes com o estilete – já no aileron.

A meia-asa e o aileron já possuem os cortes e agora é só unir com cola. Certifique-se de deixar o aileron o mais unido possível da meia asa.

Não queremos ter nenhum espaço para perder sustentação ou criar turbulências. Então junte ao máximo o aileron a meia-asa mas sempre permitindo o movimento da superfície de comando – esta regra serve para todas as outras superfícies de comando.

Enquanto a cola estiver secando, movimente o aileron de vez em quando para que não fique preso.

Repita todo este processo para a outra meia-asa.

 

1.2.     Servos dos Ailerons:

Você deverá colocar os servos de controle dos ailerons antes de unir as duas meias-asas ou então não terá como passar a extensão do servo.

Comece cortando a entelagem que revela o local onde o servo da asa será inserido.

Faça um teste para ver se o servo entra no local. Caso tenha ficado apertado, use um estilete ou outra ferramenta para abrir um pouco mais de espaço e acomodar o servo.

Se a meia-asa já está pronta para receber o servo, utilize um fio guia amarrado na ponta da extensão do servo para poder puxá-lo para a parte de fora da asa.

Se a extensão do servo de aileron for de tamanhos originais, é provável que você precise aumentá-la. Você encontra extensões para todas as marcas de rádios na Hobby Esportes – qualquer dúvida, entre em contato com o suporte técnico.

Você poderá escolher como quer que a extensão do servo saia pela meia-asa – na junção ou fazendo um pequeno corte por baixo – ambas situações mostradas nas fotos.

Agora você já tem o servo preso a asa e pode conectá-lo ao aileron de diversas maneiras. Neste caso, vamos usar retentores de servo, hastes metálicas, links, strips e parafusos.

Atravesse o aileron com o parafuso usando arruelas em cima e em baixo. Em baixo, use também uma porca para fixar o parafuso no aileron e ao final de todo o processo, pode-se pingar um pouco de cola nesta porca para que a mesma fique bem presa. Coloque o strip no parafuso e pronto. Agora basta prender o link na ponta da haste metálica e fixá-la ao strip e ao retentor do servo - a regulagem deste comando será fácil mesmo se você não possuir um rádio digital. De qualquer forma, a regulagem você fará ao final da montagem.

Repetir tudo para a outra meia-asa.

 

Cole de volta a nervura que foi retirada de cada meia asa. Está tudo pronto para unir a asa!

 

 

1.3.     Unindo as meias-asas:

 

Neste ponto, você já deve ter testado se os diedros estão entrando sem dificuldades na asa e se esta vai ficar bem unida as laterais da fuselagem.

A asa do Extra 300 possui 0º (zero graus) de diedro, portanto, deve ser colada sobre uma superfície plana para que não fique torta.

Com o local preparado, passe cola nos diedros e nas laterais das meias-asas que entrarão em contato. Durante o tempo de cura da cola sempre confira se a asa está na posição certa, se está tudo saindo como desejado.

Se ao final da colagem ficar algum espaço entre as meias-asas, você poderá fazer um acabamento com serragem (madeira leve moída) e cobrir com pedaços finos de balsa. Depois, cubra com vinil branco (é o mais leve). Não exagere na cola para não agregar peso excessivo ao modelo.

 

1.4.     Finalizando a asa:

Cole a peça de compensado mostrada na figura. Ela dará maior resistência ao local dos parafusos da asa.

Coloque os dois pinos de fixação da asa que são mostrados na figura. Cuidado quando for fazer os furos, estes não devem ser tão profundos a ponto de atravessar o diedro (madeira compensado) mais fino (o de trás) pois poderá quebrá-lo ou enfraquecê-lo.

Compare o tamanho da broca de sua furadeira com a profundidade que quer atingir antes de começar. Passe cola nos pinos para que eles fiquem bem presos à asa.

 

1.5. Dica: você pode colocar alguma proteção nas pontas da asa para proteger contra aqueles pousos “estranhos”! Pode usar um arame torcido ou mesmo uma peça plástica simplesmente colada – nada pesado e que provoque muito arrasto.


2. FUSELAGEM:

 

     Antes de começarmos colocando os componentes na fuselagem, vamos pensar em protegê-la e fortalecê-la internamente.

     Tomamos estas precauções, pois não sabemos se um tanque de combustível vai vazar ou se o usuário vai optar por um motor mais potente que force demais a estrutura do modelo.

 

     2.1. Impermeabilizando:

     Para impermeabilizar a região frontal, onde ficará o tanque de combustível, pode-se usar uma mistura de cola + álcool. Não exagere na quantidade de cola na mistura para que não fique muito pesado. Você deverá ter uma textura mais de um líquido do que de cola – desde que o álcool seja líquido, é claro.

     Com a mistura pronta, passe-a com um pincel sobre toda a região interna frontal.

 

     2.2. Fortalecendo:

   

     Utilizando cubos ou prismas de madeira balsa, faça cantoneiras nas regiões que sofrerão maior esforço, como a parede de fogo. Isso vai assegurar que uma brusca aceleração de um motor .61 roletado não arranque a parede de fogo.

     Essas cantoneiras também poderão ajudar na fixação da mesa de servos do profundor e leme. Como ainda não discutimos a colocação desta, fica apenas o lembrete de que é uma mesa de servos que sofrerá grande esforço, muitas vezes proporcional ao peso do modelo.

     Cantoneiras no local onde a parte dianteira da asa será fixada também pode ser útil.

 

     2.3. Mesa de servos:

     A escolha do local onde serão colocadas as mesas de servos depende da motorização escolhida para melhor regulagem do centro de gravidade (CG).

     Se você for usar um motor .46, sem dúvida vai precisar de peso na dianteira do modelo. Portanto, vamos colocar a mesa dos servos do leme e profundor logo atrás do compartimento do tanque e a pequena mesa do acelerador no compartimento do tanque.

     Se for usar um motor .61, vai precisar de peso atrás para regular o CG. Portanto, vamos colocar a mesa dos servos do leme e profundor o mais próximo da madeira de fixação da asa e, a mesa do acelerador poderá até ser parte integrante da mesa do leme e profundor, ou seja, uma mesa para 3 servos. Assim você terá recuado 3 servos e ainda terá espaço para colocar receptor e bateria do modelo atrás do compartimento do tanque de combustível. Esta montagem trás 2 benefícios em 1 – tanque de combustível fica longe de bateria e receptor e o CG fica mais próximo do ponto perfeito.

     Se optou pelo motor .61, não esqueça do item 2.2. deste manual e coloque a cantoneira na mesa de servos.

     No exemplo deste manual estaremos fazendo a montagem para um motor O.S. MAX .61 FX, portanto, vamos levar tudo para trás do modelo.

     Antes de colarmos as mesas de servos, verifique se os espaços para os servos são suficientes. Será muito mais fácil abrir mais espaço para os servos enquanto a mesa estiver fora da fuselagem.

 

 

     Para colar as mesas de servos, você poderá usar como base cubos de madeira balsa presas (coladas) as laterais da fuselagem. Depois basta colar a mesa sobre estas bases e terminar com as cantoneiras na parte superior.

     A mesa do servo do acelerador deve ser colada como a do leme e profundor, mas escolhendo o lado de acordo com a posição do motor.

     Em nosso exemplo, o motor será colocado na diagonal de cabeça para baixo com o escapamento saindo pelo lado esquerdo (tendo a visão do pilotinho como referência).

     Ex:

 

Desta forma o servo do acelerador ficará mais ao lado esquerdo da fuselagem. Para evitar erros, coloque esta mesa de servo somente após instalar o motor.

 

     2.4. Local da deriva (estabilizador vertical):

     O local para a colagem da deriva vem fechado. Você deverá usar um estilete ou outra ferramenta cortante e que você tenha um controle preciso deste corte. É uma peça de isopor com um fino revestimento de madeira, sendo fácil cortá-la com um estilete.

 

     A dificuldade é acertar o ponto central para o corte. Você pode usar uma fita métrica para obter vários pontos centrais, traçar uma linha entre esses pontos e pronto. Você vai fazer o corte ali com espaço suficiente para acomodar a deriva. Faça alguns testes colocando o estabilizador horizontal e o vertical juntos. Veja se terá como deixar a deriva à 90º (noventa graus radianos) em relação ao estabilizador horizontal. Não cole nada ainda.

     Um acabamento em vinil poderá ser dado ao final para que falhas feitas no corte possam sumir.


     2.5. Saída dos pushrods pela fuselagem:

 

 

     Para a saída dos pushrods você terá de abrir dois cortes nas laterais próximas a cauda da fuselagem. Para estes cortes seria interessante usar mini-retíficas com uso de pequenas serras. A madeira em questão é compensado e portanto oferece maior resistência que a balsa.

     Faça um corte na entelagem de vinil do tamanho que será o corte para a saída do pushrod.

Lembre que por este corte vai passar um fino arame, então não exagere no tamanho para não ficar um “buracão”!

Faça isto nos dois lados da fuselagem, já que sairão pushrods do leme e do profundor.

Você pode adquirir peças de acabamento de saída de comando na Hobby Esportes para não deixar o corte exposto. São calotas plásticas que ficam excelentes ao esconder parte do arame e do corte na fuselagem.

Obs: em alguns casos, pode-se querer dar maior resistência ao profundor fazendo um pushrod em Y para o mesmo. Se você optar por este sistema, vai usar os dois cortes na lateral para a saída do pushrod em Y. O leme será acionado por cabos de aço com o uso do sistema “pull-pull” (puxa-puxa) por cabos de aço. Para o leme você fará dois furos para os cabos de aço passarem e se possível, use tubos colados nestes furos para não criar atrito entre os cabos e a madeira.

 

     Neste ponto a fuselagem está pronta e podemos seguir adiante.


3. ASA:

 

A asa já está pronta e precisamos definir sua fixação na fuselagem para podermos instalar o estabilizador horizontal, já que este deve ficar alinhado com a asa.

 

3.1. Pinos de fixação da asa:

Antes de mais nada, se você adquiriu a espuma que amortece o contato da asa com a fuselagem, coloque-a agora. Caso contrário, entre em contato com a Hobby Esportes e adquira as espumas para não deixar a asa em contato direto com a madeira.

Quanto aos pinos da asa, coloque a asa como se já fosse prendê-la a fuselagem. Como não existem os furos para entrada dos pinos, você vai encostá-los na madeira e marcar os pontos onde deverá abrir os furos.

Com estes pontos marcados, use uma broca de tamanho semelhante ou menor a dos pinos para não abrir um buraco maior que o necessário e, faça os furos. Os pinos devem entrar bem justos no local para que a asa não fique frouxa.

 

3.2. Aparafusando a asa:

Com a asa no lugar, já com seus pinos e tudo o mais, escolha dois pontos na parte de trás para receberem os parafusos que atravessam a asa e prendem-se no suporte da asa (pedaço de madeira para fixação da asa que está preso a fuselagem).

O local onde os parafusos vão entrar não deverá obstruir a passagem dos pushrods. Faça um planejamento de acordo com a posição da mesa de servos, estimando se os pushrods não ficarão obstruídos pelos parafusos.

Com a asa presa à fuselagem, faça os furos com a devida broca para seus parafusos.

Nunca fure a asa e depois o suporte. Pode ser que você erre e o parafuso não encaixe perfeitamente no suporte. Isto poderá causar esforços em direções não desejadas que vão danificar a asa.

Fure a asa e o suporte de uma só vez. De preferência, faça o segundo furo já com o parafuso do primeiro enroscado em seu devido lugar.

Coloque as roscas com garras por baixo e se estas forem porcas comuns, cole-as na parte inferior do suporte da asa.

 

 

 


4. CAUDA:

    

     4.1. Estabilizador horizontal:

     Vamos aproveitar que o estabilizador horizontal ainda não foi colado à fuselagem e uni-lo ao profundor via dobradiças.

     Assim como foi feito na asa, use de 2 a 3 dobradiças para cada lado do profundor. Não esqueça de fazer testes de como vai ficar tudo antes de colar. Comece fazendo os cortes no estabilizador e insira as dobradiças. Depois faça os cortes similares no profundor e teste se a junção está boa. Devemos lembrá-lo novamente de não deixar espaço nas junções de nenhuma superfície de comando – isso causa perda de sustentação e turbulências.

 

     4.1.1. Profundor: você deverá ligar as duas partes do profundor por meio de um arame para que um único pushrod possa comandar os dois lados do profundor.

 

 

     Este arame acompanha o kit e já vem torcido na forma exata para penetrar cada lado do profundor. Sendo assim, faça um furo suficiente para este arame em cada lado de profundor. Retire um pouco da madeira na parte em que o arame ficará em contato, para que se possa eliminar qualquer espaço entre o estabilizador e a superfície de comando (profundor). Quando tudo estiver pronto, tente acoplar o profundor ao arame e depois nas dobradiças. Se a junção ficar boa, retire tudo, passe cola e faça a união definitiva.

 

     4.1.2. Colando o estabilizador horizontal:

     Já temos o estabilizador horizontal com o profundor acoplado e estamos prontos para a colagem à fuselagem.

     Lembre-se de colar sempre madeira com madeira – retire o vinil da região que será colada.

 

 

     A asa do avião deverá estar aparafusada a fuselagem para que se possa comparar ao estabilizador. Essas duas peças devem estar perfeitamente alinhadas para um observador que as olha de frente a mesma altura.

 

 

     Você terá de memorizar qual lado está mais baixo que o outro para fazer as devidas correções com a quantidade de cola. Se um lado estava mais baixo, você poderá colocar um pouco mais de cola na base deste lado para que ele fique na altura desejada.

     Outro detalhe é o perfeito alinhamento em relação à fuselagem. Você deverá tirar a medida do estabilizador para saber exatamente onde é o centro deste para melhor fixá-lo a fuselagem.

     Com o uso de uma linha e a escolha de um ponto de referência à frente da fuselagem, você fará um triângulo perfeito para certificar-se de que nenhum dos lados está mais à frente que o outro. Veja na figura.

 

 

     Quando você conseguir estes ajustes, passe a cola e vá tentando manter o estabilizador o mais alinhado as variáveis que você analisou anteriormente.

 

     4.2. Estabilizador vertical:

 

 

     A parte que será colada não deve conter vinil, portanto retire-o do local para colar madeira com madeira e até mesmo na parte de isopor da fuselagem que entrará em contato com a base do estabilizador vertical.

     Lembre-se de tentar colar este formando um ângulo de 90º (noventa graus) com o estabilizador horizontal.

     Durante o tempo de cura da cola você deve ficar sempre verificando se a deriva não está torta.

 

     5. Trem de pouso:

     O trem de pouso principal do Extra 300 é posicionado logo à frente do bordo de ataque da asa ou você pode comparar esta distância pela parede que divide o compartimento do tanque a parte traseira da fuselagem. Ou seja, o trem de pouso deve ser fixado a uns 2 centímetros desta parede – veja na foto.

 

 

     O trem do Extra 300 é curvilíneo mas a base da fuselagem é retilínea. Sendo assim, você deve tentar abrir um pouco o trem, para deixá-lo mais baixo e com a área que será aparafusada o mais retilínea para melhor acoplamento à fuselagem.

     O número de parafusos para prender o trem varia de 2 a no máximo 3.

     Saiba que 2 parafusos é mais do que suficiente. Foi testado com motorização .61 e suportou muito bem a impactos fortes. O excesso de parafusos prendendo o trem pode fixá-lo tão bem a ponto de um pouso de emergência, em regiões acidentadas (lama, buracos, etc... ), arrancar o fundo da fuselagem. Garanto que é muito melhor comprar 2 novos parafusos e desentortar o trem de pouso a ter que recompor o fundo da fuselagem arrancado por este esforço brusco.

     Com uma fita métrica você poderá achar o centro do trem de pouso e efetuar os furos no melhor local.

 

 

 

 

 

     5.1. Rodas e polainas:

 

 

     É bom fixar o trem de pouso somente após tê-lo preparado com as rodas e polainas, assim como depois da instalação do motor, onde se terá de arrumar uma boa posição para aparafusar o motor ao montante.

     A melhor maneira de fixar este conjunto é usando retentores para trem de pouso. Assim, você poderá facilmente prender a polaina ao trem.

     Para que a polaina não fique girando, faça um segundo furo para passar um fino parafuso que deixará a polaina imóvel.

     Você pode colocar um pequeno taco de compensado para não deixar o retentor (ou porca se você não tiver um retentor) em contato direto com a fibra da polaina – ela é frágil e com o tempo poderia rasgar. O parafuso que vai impedir que a polaina venha a girar também ficará melhor fixado entrando neste taco de madeira.

 

 

     6. Leme e bequilha:

     Assim como foi feito com o profundor, vamos precisar fazer um furo no leme para que o arame da bequilha possa ser preso ao leme, já que o controle do avião no solo é feito pelo stick que controla o leme.

     Na parte de trás da fuselagem, use um estilete para abrir um espaço para encaixar a “latinha”, que vai guiar o arame da bequilha.

     Vamos preparar as dobradiças do Leme.

     Usando as mesmas técnicas das outras dobradiças que você colou, faço o mesmo em 3 pontos do leme.

 

     Lembre-se de colocar a bequilha presa ao leme com sua latinha e dobradiças sendo coladas de uma só vez. Fique movimentando o leme para que este não fique preso após a colagem.

 

     7. Montante e Motor:

     Caso fossemos usar um motor 46 roletado, seria necessário adiantar o motor de 1,5cm a 2cm. Para isto, usaríamos um calço de madeira compensada. Se você não tiver material desta espessura, poderá associar dois pedaços e colá-los. Com o O.S. Max 61 FX não há necessidade do calço.

 

 

Depois que você já sabe onde o motor deverá ficar, se vai ficar bem acomodado pelo carenado, naquela posição com o escape saindo à esquerda do pilotinho, pode prender o montante.

Faça também o furo por onde passará o pushrod do acelerador, pois será difícil fazer este furo quando o motor estiver preso no avião.

     Você também deve antecipar os furos para a passagem da mangueira de combustível e do respiro, pois após o motor ter sido preso ao montante você não terá como fazer este furo.

     Na parte de trás da parede de fogo, use porcas do tipo “blind nuts” ou porcas com arruelas com um pouquinho de cola para parafusos (tipo LockTite).

 

 

     7.1. Motor:

Deve-se colocar o motor 2º (graus radianos) à direita e 2º negativos. Pode-se fazer isto usando arruelas ou porcas em alguns parafusos entre o montante e a parede de fogo ou simplesmente ao aparafusar o motor no montante.

 

     8. Instalação do Rádio:

     Neste ponto você já deve ter colocado as mesas de servos e até mesmo os servos da asa. A mesa do acelerador foi colocada de acordo com a posição escolhida para o motor – em nosso caso, ao lado esquerdo da fuselagem, atrás do compartimento do tanque de combustível.

     Coloque os servos nos devidos locais, priorizando os de maior força para controle de profundor e leme.

 

 

     8.1. Chave liga-desliga:

     Coloque a chave liga desliga para o lado que não vai receber rajadas de óleo provenientes do escapamento.

     Use uma ferramenta capaz de cortar o compensado para acoplar a sua chave liga desliga. Lembre-se de colocá-la próxima de onde ficará o receptor e a bateria.

 

 

     Obs: faça esta operação com cuidado, pois a lateral da fuselagem do seu Extra 300 tem vinil sem o compensado por baixo. Ao aparafusar a chave liga-desliga ou ao fazer o corte para colocar esta você pode errar e cortar o vinil próximo ao local.

 

     8.2. Linkagem:

     Prepare os pushrods com os links nas pontas.

 

     Pushrods:

O pushrod vai ter metal-madeira-metal.

Faça como na foto para que o metal fique mais bem preso à madeira.

Acima, detalhe da linha envolvendo o metal e prendendo-o a madeira que depois é recoberta com cola tipo epóxi para garantir certa flexibilidade e prender com segurança o metal.

 

Pushrod em Y para maior confiança no profundor:

Se optar pelo pushrod em Y, provavelmente vai querer ter seu leme com o sistema Pull-Pull. Você poderá comprar os cabos de aço em lojas de modelismo ou de pesca.

 

 

     Se você tiver links e horns metálicos, nunca junte os dois. Contato de metal com metal durante um vôo pode produzir interferência no seu rádio. Ligue sempre peças de nylon com nylon ou metal com nylon.

     Coloque os retentores de servos nos braços dos servos, os horns nas superfícies de comando (leme e profundor) e ligue os pushrods a estas.

     Confira se tudo foi bem aparafusado.

 

 

     8.3. Receptor e bateria:

     Ligue o receptor e a bateria a chave liga-desliga, no canal 1 conecte os ailerons (ligação com extensão em Y), no 2 o profundor, 3 acelerador e 4 leme/bequilha.

     Se o seu rádio tiver mais de 4 canais e puder mixar o canal 1 e 6 para controle dos ailerons, você poderá ligar o aileron esquerdo no canal 1 e o direito no 6.

     Obs: verifique o manual do seu rádio para saber mais detalhes.

     Proteja receptor e bateria com espuma e se possível, colocá-los dentro de um preservativo não lubrificado ou saco plástico resistente. Se você não tomar estes cuidados, um vazamento do tanque de combustível poderá danificar o receptor.

 

 

     Veja que a bateria foi colocada o mais para trás possível. Isso devido ao grande peso do motor O.S. Max .61 FX.

     Nas duas fotos acima podemos perceber também o sistema pull-pull no leme e o profundor preso a um pushrod metal-madeira-metal em Y.

     A bateria e o receptor estão presos a bases de compensado com velcro como é detalhado na foto a seguir:

A base de compensado é colada a fuselagem por meio de 4 pequenos cubos de balsa, um em cada canto.

 

Não esqueça de envolver receptor e bateria em espuma!

 

     8.4. Organizando fios:

    Organize os fios do seu equipamento de controle, incluindo o da antena.

     Tente passar todos os fios por baixo das mesas de servos para não permitir que eles venham a obstruir o curso dos servos. Use ligas elásticas ou outros artifícios para prendê-los.

 

     8.4.1. Antena:

     A antena não precisa ficar pelo lado de fora do avião. Você deve apenas certificar-se de que ela não vai enrolar-se toda no interior do avião durante um vôo. Se isto acontecer, seu avião VAI CAIR.

     Você pode passar a antena por dentro de 2 canudinhos (desses que encontramos nas lanchonetes) associados. Na ponta da antena que sai pelo canudo, prenda algo que não permita que a antena volte por dentro do canudo. Pode ser um pedacinho de mangueira de silicone.

     Com a antena passando pelo canudo, cole este (canudo) à parte de trás da fuselagem. Não exagere na cola, pois algum dia você vai querer tirar seu receptor deste avião!

 

     8.5. Teste de rádio:

     Ligue transmissor e receptor. Veja se todos os comandos respondem corretamente. Se algum servo estiver roncando, verifique o que pode estar forçando-o e corrija. Alguns servos, como os de força, costumam roncar mesmo quando não estão sendo forçados. Sempre consulte o manual do seu equipamento e modelistas mais experientes.

 

     Verifique se o servo do acelerador está fazendo o curso correto para aceleração e desaceleração.

     Veja se os servos dos ailerons estão comandando invertidos – se você der comando para a esquerda, o aileron esquerdo deverá subir e o da direita descer. O inverso deverá ocorrer quando você der comando para a direita.

     Teste leme e profundor.

 

     8.6. Quantidade de comando:

     O Extra 300 da Hobby Esportes é um avião bastante dócil para Extra’s em tamanho reduzido. Mesmo assim, se você nunca pilotou um avião acrobático como um Edge, Sukkoi, Giles, Cap, Laser e até outro Extra, ainda não tem noção da quantidade de comando que eles têm. Portanto, é recomendado você não abusar logo no início, principalmente se seu equipamento de rádio não possuir Dual Rates.

     Sendo assim, consulte um bom piloto de acrobacia para saber se você não está começando com comando demais.

     Se você tiver como usar Dual Rates, coloque os pushrods nas posições que lhe permitem o máximo de comando e configure os cursos dos servos nos Dual Rates. Assim você testará seu avião no extremo podendo retornar ao monótono pelo toque de uma chave no transmissor.

 

     9. Tanque de combustível:

     Você deve preparar um suporte para o tanque usando balsa e compensado, de forma que o tanque de combustível fique bem preso e não venha a atrapalhar o curso, por exemplo, do servo do acelerador.

     O tanque não pode ficar solto dentro do seu compartimento.

     Abaixo, um esquema para prender o tanque no Hobby Extra 300.

     Uma tampa de compensado fica aparafusada a bases de madeira e o tanque é preso com abraçadeiras.

     Já que estamos analisando a parte de combustível, neste modelo foi usada uma válvula de abastecimento, como segue:

 Presa a lateral do modelo.

 

     10. Cockpit:

     10.1. Prendendo o canopy:

     Recorte o canopy contornando a marca que já vem de fábrica.

     Para prender o canopy ao cockpit, que é praticamente a tampa da parte superior da fuselagem, você pode optar por usar parafusos pequenos e finos com arruelas ou a melhor maneira, usar vinil. Use vinil transparente ou de cor de sua preferência.

     O vinil é mais recomendado pois com o tempo e as vibrações do motor o canopy começa a rachar nos locais dos parafusos. O vinil além de isolar o interior para que não entre ar, amortece essas vibrações.

 

     10.2. Prendendo o cockpit na fuselagem:

     Você pode prender o cockpit de diversas maneiras. Vamos adotar a colocação de dois tacos de madeira colados na