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Índice de Assuntos (ordem alfabética) 

1. As Noções Gerais para Iniciantes
2. Acabamento
3. Acessórios
4. Aerodinâmica
5. Aeromodelos
6. Aeromodelismo Elétrico
7. Aeromodelos a Cabo
8. Automodelos
9. Baterias
10. Combustível
11. Competições
12. Construção e Consertos
13. Diversos    
14. Ferreomodelismo
15. Helicópteros
16. Histórias, Estórias e Causos
17. Jatos
18. Motores 
19. Nautimodelismo
20. Rádios
21. Pilotagem
22. Planadores
23. Plantas
 

 

 

1. As Noções Gerais para Iniciantes

1a. lição para quem não entende nada sobre aeromodelismo
2a. lição para quem não entende nada sobre aeromodelismo
Dicionário
Regulagem de motores
O motor não funciona ou funciona mal. E agora?
Regulagem de motores de automodelos (clique)  
Segurança no campo
Como constituir um clube de aeromodelismo
Noções básicas de perfis de asa
Material utilizado na construção de aeromodelos
Fazendo uma fuselagem em fibra de vidro
Instalação do motor e do rádio
O básico dentro da caixa de campo
Aprendendo a pilotar
Montando uma oficina em casa
Fixação de Aeroplast e Monokote
Aprendendo a pilotar sem instrutor. Método um dois três.
Quem hoje tem 40 anos... lembranças e divagações
Primeiras noções de vôo, pilotagem e manobras
O check-up do dia anterior ao vôo.
História do Aeromodelismo  
Cartilha do Aeromodelista - Aerohobby Magazine
Dica: inicie por um Simulador - Por Marcio Roberto
Aeromodelismo para iniciantes (filmagem)
Airton Sena e o aeromodelismo (filmagem)

2. Acabamento

Entelando com Dope - Por Felício V. Neto
Entelagem tradicional   André Milaré

3. Acessórios

Fabricação de Dobradiças (dica do Felipe)
Cuidados com Hélices de Madeira (dica do Cedric)
Trem Triciclo para Convencional
Faça você mesmo sua bateria de partida - Por Josemar Varela
Freio de Bequilha
Conheça as Diversas Marcas de Acessórios (Dubro, Hobbico, Futaba, Top Flite, Great Planes, etc)
Hélices para IMAC e 3D

4. Aerodinâmica

Teoria de Vôo (clique)
Aerodinamica dos Aeromodelos 
Outro de Teoria Aerodinâmica Em inglês
O Aeromodelo e as quatro forças (Dica do Michelangelo)
Como um avião voa
Tipos básicos de perfil
Componentes de um Aerofólio NACA
Aeromodelismo indor (filmagem)
O “Envelope” do Aeromodelo

5. Aeromodelos

 Mustang  
Aeromodelos Hobby Esportes
Teste com o Extra 300S da Lanier  
Acrobacias com o Extra 300 da Hobby Esportes   Caio Flavio Reis Nogueira
Manual de Montagem do Piper ARF da Hobby Esportes    Walter Guntzel
Conheça os diversos aeromodelos de diversas marcas (Hobbico, Great Planes, Carl Goldberg, Top Flite, etc )

6. Aeromodelismo Elétrico

Aeromodelismo Elétrico para Iniciantes - Hobby Esportes
Primeiras Noções de Eletrônica - Porque Acende - Colaborção de Cedric
Construindo um Aeromodelo Elétrico Por Rafael Metring
Polionda: A onda do momento
Potência e Hélice
Dicas de Aeromodelismo Elétrico  - Fabio Tadeu
Conversão de um Stuka da Guillow
Eletrificando o Showtime 50 da Hangar 9
Um Showtime da Hangar 9 eletrificado
Complementos para os Modelos E-flite
Como Calcular a Motorização para os Elétricos
Vôo ao ar livre do Byp YAK
Como funciona um motor sem escovas  - Rui Carlos Maranhão Biscaia
Algumas dicas - tradução de Rui Carlos Maranhão Biscaia
Baterias Li-Po Flight Power - Utilização

 

7. Aeromodelos a Cabo

Aeromodelismo VCC  
Manobras de Aeromodelos a Cabo  
Amaciamento do 25 CB (Dica do Belmonte)
VCC Radiocontrolado (Dicas do Douglas)
VCC Aparente simplicidade  Renato Brossi
VCC- Esporte, Ciência, Lazer e Conhecimento   Glauco D. P. Lopes

8. Automodelos

Ajustes Especiais nos Automodelos 
O Pneu Certo no Automodelismo (clique)
A transmissão dos Automodelos (clique)
Automodelos on road de alto desempenho 
Dicas e Truques de Automodelismo Novíssimo  
Amaciamento de motores de automodelos (filmagem)

9. Baterias

Cuide bem de suas baterias
Baterias do Automodelo R/C Elétrico 
Tudo sobre baterias recarregáveis Em Inglês
Grandes aeromodelos e o problema do consumo das baterias (Dica do Rebouças)
Mais baterias Em inglês (Dica do Rebouças)
Um pouco sobre baterias  Marcio Thomaz
Pilhas
Dicas rápidas sobre baterias
Equivalência entre baterias
Atenção com as suas baterias!
Porque as baterias de NiCd ficam "viciadas"?
Carregando baterias Nicd & NiMH 

Custo das Baterias
Baterias falsificadas
As baterias de Lítio
Baterias de Lítio Polímero ( LiPo ) 
Melhorando o Super Cycler

Usando o Super Cycler
Usando o Triton 
Medindo a voltagem da bateria
Soldar ou não soldar as baterias?
Como guardar as baterias? Carregadas ou descarregadas?
 
Alerta de segurança Fogo em baterias de Lítio

 

 

10. Combustível

Alguns questionamento sobre combustíveis glow
Nitrometano e Potência
Combustível Byron

11. Competições

História e Categorias do Aeromodelismo 

12. Construção e Consertos

Características de um Projeto de Aeromodelo- Parte 1
Características de um Projeto de Aeromodelo- Parte 2
Características de um Projeto de Aeromodelo- Parte 3
Trabalhando com Fibra de Vidro Em Inglês
Descolando Epoxi (Dica do Felipe)
Tirando o Óleo da Madeira
Fresa CNC Caseira - Por Alex Borges Vieira
Construindo asas de isopor - Por Octávio Pontieri Filho 
Modelo em Depron - Por Jeffo
Laminação de Hélices  Felício V. Neto
CNC
Centro de Sustentação e Centro de Gravidade de uma asa
A área de Asa
Fabricando uma carenagem de motor com uma garrafa PET
Utilização das Colas ZAP
Esticando o Monokote
A Transformação de um ARF

 

13. Diversos    

Uma Grande Mostra de Modelismo no Japão 
Fundando um Clube de Aeromodelismo
Receita de Peru com Whisky
Aeromodelismo com energia solar   Victorio Augusto
Produtos Nacionais. Por que não? - Por Marcio Cordeiro 
Sincronizador para portas de trem retrátil  Eduardo P. Lara
Filmando o vôo com um  celular preso ao aeromodelo (filmagem)
Mega E3D    Demonstração do vôo de um 3D elétrico
Rudy 3D       Outro elétrico de alta performance fazendo misérias
Extra 300      Demonstração do vôo de um Extra elétrico da Foamyfactory
B-25             Vôo de um B-25, kit fabricado pela Hobby Lobby
P-40             Vôo de um P -40, kit fabricado pela Hobby Lobb
ME-109         Vôo de um Messerschimitt ME - 109,kit fabricado pela Hobby Lobby
Freedom 3D   3D comercializado pela Mega Motors USA
Bateria de LiPo 
  Teste destrutivo em baterias de LiPo
Segurança
Breve História do Aeromodelismo
Pense em segurança
Centenário do primeiro vôo

 

14. Ferreomodelismo

 Classificação da Locomotivas  

15. Helicópteros

Manobras de Helicóptero  

16. Histórias, Estórias e Causos

Uma Esposa na Pista - Por Anna Beatriz
Modificando Projetos Originais - Por Marcelo Mendes Miachon
Tá Ruim. Mas pode ficar pior - Por F. P. Junior
Aeromodelismo é amizade   Por Paulo Henrique Gabiatti Donadel.
Hidroaventura   Por  Altino Luiz Miguel e Elcio Manfroi
Nasce um aeromodelista    Por Ney Luiz Silveira Thys
Muita gente já penou para fazer um aeromodelo voar  Marcos Eduardo Alleoni de Oliveira
O primeiro vôo  Nelson Palestra Filho
Esporte de lembranças     Luis Felipe Guimarães
Oficina de Aeromodelismo   Roberto L. Koch
Coragem no peito   André Luiz C. Santos
De pai para filho   Arley do Nascimento Cordovil

17. Jatos

TS 65 -  A Primeira Microturbina Brasileira 
Tudo sobre Turbinas Em Espanhol
Segurança e os jatos
Jato voando (filmagem)

18. Motores                   nomes aos bois.jpg (57504 bytes)

Motores e Carbonização   
Motores de Combustão Interna
Cuidados no uso de hélice de madeira (dica do Cedric)
Quanto mais nitro mais o motor esfria (dica do Motta)
Entenda o funcionamento das Turbinas (Lição do Kirk)
Micro Turbina brasileira
Motor apaga na vertical (dica do Motta)
Disparo da rotação de um motor OS  - Por Valdo Kruszynski
Que motor devo comprar, 40 ou 60?
Motor: a força para o vôo
Conheça os diversos motores de modelismo (OS, Kyosho, Thunder Tiger, etc)
Tabela de hélices (qual a hélice apropriada para seu motor)
As principais marcas de motores
Regulagem do carburador
Quadro de Utilização e Equivalência das Velas O’Donnell

 

19. Nautimodelismo

20. Rádios

Site do Mano - O especialistas em consertos de rádios
Interferência no Radiocontrole Em Inglês
Interferência no Radiocontrole II Em Inglês
As diversas marcas de rádio
Conhecendo o rádio e sua instalação no modelo
Freqüências de rádio
Conheça as diversas marcas de rádios e de servos (Futaba, Jr, Hitec, etc)
Backup Error no DX7
O receptor R168DF / DP 
Receptores de 2.4GHz - Cuidados na instalação

Os rádios Walkera
Problemas nos Sticks dos rádios 6EXA
Interferências na cabeçeira da pista 
Rádiocontrole Funcionamento 
A antena do receptor

Cabo trainer
Receptor R148 / 149 DP 
Interferências 
Usando o modulo de RF do 9CAP no 8UAP
 
Dicas de rádio controles
Motor a gasolina rádio FM ou PCM?
Os rádios PCM são imunes a interferência? 
É possivel transformar um receptor FM num PCM? 
Posso trocar o cristal do rádio (transmissor ) pelo cristal do receptor se o canal for o mesmo ? 
Tenho um rádio que funciona no canal 14, posso operá-lo no canal 44? 
É necessário recalibrar o rádio quando foi feita uma troca de canal? 
Instalei um cristal FM Dual Conversion num receptor FM mais antigo e esse não funcionou, por que?
Teste de campo do novo X9303 2.4 Ghz por Quique Somenzini
O Rádio Anti-interferência e o Modelo Anti-queda
Setups dos rádios DX7 e XP7202

 

21. Pilotagem

Manobras acrobáticas
Cabo para conectar o transmissor no computador e pilotar
Pilotagem para iniciantes - Enviado por Luis Carlos Maranhão Biscaia
O Simulador de Vôo Easy Fly      
Simulador de Vôo para seu computador  - Aerohobby Magazine
Trimagem Avançada do Aeromodelo Inglês
Depoimentos de 1o. Vôo Solo de Piloto
Vídeos:
Enzo Rizzo -Vídeo
Competição Acrobática
Pane! Esteja preparado
Vídeos da UMA (União Maranhense de Aeromodelismo)
Acrobacia em um salão (filmagem)
Hanno Prettner um dos maiores pilotos e projetistas de todos os tempos.

 

 

22. Planadores

Planadores em Geral
Vídeo
Planadores: Elegancia e Suavidade

23. Plantas

 
Planta de um Extra para motor OS 15 (Dica do Rebouças)
CD com centenas de plantas
Um monte de plantas (Dica do Rebouças)
Mais Plantas Alemão (Dica do Rebouças)
Projetando seu aeromodelo    Jorge Augusto do Amaral Werlich

 

 

               


Regulagem do carburador (volta para o início)

                                                     Por Flavio Medeiros

 

Nada pior do que um carburador mal regulado. Se a mistura estiver muito pobre na alta, em pouco tempo o motor pode fundir. Se estiver mal regulada na baixa, não pegará lenta e estará sempre apagando.

Assim, você deve aprender a regular o carburador na alta rotação (utilizando a agulha da alta) e na baixa rotação (utilizando a agulha da lenta).

A grande maioria dos modelistas sabe regular a alta, mas não a baixa.

Comecemos pela regulagem da alta que, aliás, é a mais fácil.

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Vista de cima de um carburador: O número 1 é a agulha da alta. A direita,o caninho, é a entrada de combustível. O 3 é um parafuso que limita o fechamento da garganta, deixando assim, sempre, uma entrada de ar mínima, mesmo que se dê comando para fechar toda garganta. No dois o parafuso que regula a entrada de ar na baixa rotação.

 

Acelere tudo (abrindo toda garganta do carburador) e encontre o ponto na agulha da alta em que o motor atinge maior rotação (geralmente 1 volta e meia ou duas voltas na agulha). Depois que vc encontrar o ponto em que o motor atinge a maior aceleração abra a agulha 1/4 de volta (vc notará que a rotação baixará um pouco). Este é o ponto ideal da alta rotação, ou seja, seu motor está levemente afogado. Levemente afogado para que trabalhe com mistura rica, para que não aqueça demais.

Depois que vc regulou a agulha da alta é hora de mexer na agulha ou parafuso da baixa.

A agulha da baixa existem dois tipos dependendo da marca e do modelo do motor.

Tem a agulha que se vc abrir ela vai aumentar a entrada de combustível (enriquecendo a mistura - motor Thunder Tiger 46 por exemplo)

Tem outro tipo de agulha (depende do modelo e da marca do motor) que se vc abrir ela vai aumentar a entrada de ar (empobrecendo a mistura - motor OS 40 LA por exemplo).

Depois de descobrir (olhando) qual o tipo de agulha de seu motor vc já sabe como enriquecer ou empobrecer a mistura na lenta rotação.

Vamos adiante: fechando a garganta vá até a menor rotação antes de o motor apagar. Feito isso, nesse nível de rotação em que está o motor, vc tem que descobrir se o motor está trabalhando com mistura pobre ou rica na baixa rotação, sendo que o ideal é que ele fique com a mistura muito levemente rica (com ocorre na alta).

Descobrindo isso (se o motor está com mistura pobre ou rica na baixa rotação) vc está apto para regular a lenta, empobrecendo ou enriquecendo a mistura.

Como se descobre se o motor está com a mistura rica ou pobre na baixa?

O dois melhores métodos dão os seguintes:

1o - deixe o motor em lenta por uns 30 ou 40 segundos e depois acelere de soco. Se ele fizer Glup (boa essa né?), como se tivesse se engasgado, e apagar logo em seguida a aceleração repentina, é porque ele está com a mistura pobre na lenta. Quando vc abriu de repente entrou muito ar e pouco combustível e ele como que se engasga apagando de vez. Se ao contrário, em vez de se engasgar e apagar imediatamente, ele começar a aumentar o giro vagarosamente largando bastante fumaça e atirando combustível pela descarga, levando assim um certo tempo até atingir a máxima rotação (ou mesmo de tão cheio de combustível ele vier a apagar), daí é porque a mistura está rica demais na lenta. Para regular vá fechando ou abrindo a agulha da baixa até achar o ponto ideal. Lembre-se: sempre que vc mexer na agulha da baixa deverá novamente regular a agulha da alta. O motor só estará com a lenta e alta regulada depois que vc partindo com ele dá baixa rotação acelerar de soco e ele responder imediatamente.

2o. - o segundo método, que deve e pode ser combinado com o primeiro, consiste no seguinte: deixe o motor na lenta rotação por uns 30 segundos e a seguir levante levemente o nariz. Se o motor aumentar levemente a rotação é porque ele está no ponto ideal. Se ele apagar é porque a mistura está pobre. Entende por que ele faz isso? É porque levantando o nariz a gravidade faz com que entre menos combustível e se a mistura estava levemente rica ela passa a ficar ideal e o motor acelera mais. Se a mistura estava pobre a gravidade faz ela ficar mais pobre ainda fazendo o motor apagar.

Com o tempo, só com o ouvido vc estará regulando a lenta e a baixa.

Se seu motor não pega regulagem, as hipóteses mais prováveis são (nessa mesma ordem estatística: combustível inapropriado (alguns motores não aceitam óleo de rícino sintético), furo no tanque (falta compressão), furo na mangueira, vela (troque), motor fundido (trocar os anéis ou a camisa e o pistão se for motor sem anel)


O motor não funciona ou funciona mal. E agora? (volta para o início)

                                                                                Por Flavio Medeiros

 

Um motor tem de funcionar redondo, bem regulado. Com uma boa alta e com uma boa baixa rotação. Ele deve passar da baixa para a alta rotação sem apagar ou engasgar. Deve se manter por todo um tanque na baixa rotação sem desligar.

Você tenta ligar o motor e nada ou então vc liga e ele a seguir apaga. Ou então ele não funciona conforme descrevemos acima. O que fazer?

A idéia aqui é lhe dar um roteiro, ou seja, por onde começar e o que fazer. Faça o seguinte:

1o. - por primeiro o óbvio...veja se tem combustível no tanque e a seguir veja se a agulha da alta está bem regulada.

2o. - assoprando a mangueira que fornece compressão ao tanque (aquela que vai na surdina), veja se o combustível corre livre pela outra mangueira. Caso não corra livre muito provavelmente a mangueira está torcida dentro da fuselagem impedindo a passagem de combustível.

3o. - veja se a vela funciona. Tire ela e a coloque no ni starter. Deve ficar incandescente. Note: o fato de ficar incandescente é 70% que ela está boa mas não 100%. Na dúvida troque a vela. Certifique-se que a bateria ni starter esteja carregada

4o. - olhe a vela. Há motores que não aceitam velas sem aquele filete de metal (só com o arame). Anote aí: quando o motor apaga quando está em alta rotação é sinal de que o problema pode ser na vela.

5o. - o motor funciona mas quando fica com o nariz do avião para cima ele apaga. Provavelmente é o pescador do tanque que está dobrado dentro do tanque não conseguindo pegar o combustível da parte traseira fundo do tanque. É muito comum a mangueira no interior do tanque torcer depois de uma batida com o aeromodelo de frente. O peso do pescador joga a ponta da mangueira (onde fica o pescador) para a parte dianteira do tanque.

6o. - já que estamos mexendo no tanque verifique se ele não possui nenhum furo. Verifique também se não há furo nas mangueiras. A melhor forma de fazer essa verificação é colocar o tanque vazio em um balde de água e assoprar em uma mangueira enquanto se tapa a outra. Aparecendo bolhas, está aí o furo. Com o furo fica faltando compressão no tanque. Tende a faltar combustível quando se acelera (como se a mistura estivesse pobre na lenta)

7o.- verifique se o tanque é importado ou nacional. Se for nacional veja se é GCM. Em caso negativo, jogue fora.

8o. - se o motor for dois tempos e o combustível for de rícino sintético, experimente utilizar um combustível com óleo de rícino normal. Muitos motores dois tempos não aceitam o rícino sintético (combustível tipo competição).

9o. - se o motor for 4 tempos veja se ele possui nitrometano. Se não possuir nitro, troque por um com pelo menos 10% de nitro. Motores 4 tempos não funcionam bem sem nitrometano.

10. - verifique se o retentor do servo está prendendo bem o arame do pushroad. Se o arame não está deslizando no retentor de servo. Examine também se o pushroad do acelerador não está flertando (pode flertar até com o peso do tanque)

11. - Buenas...já examinamos a parte elétrica, já vimos a parte da alimentação de combustível, não restam muitas alternativas...regule a agulha da lenta (ver lição 2). Se o motor continuar não pegando regulagem, abra o carburador e limpe-o. Pode ter alguma sujeira.

12. - continua com problemas? Quem sabe não está faltando compressão no motor (motor oco)? Motores sem compressão não pegam a lenta. Peça para alguém com experiência girar a hélice com o motor desligado para que lhe diga o que acha da compressão. Não acredite no primeiro chute. Ouça mais de uma pessoa. Se for esse o problema tem de trocar o conjunto camisa, pistão e biela.

13. - peça ajuda.

14. - faça uma benzedura

15. - jogue fora o motor

 


Segurança no campo (volta para o início)

Por Flavio Medeiros

 

O problema da segurança no campo de aeromdelismo é de importância fundamental. Um aeromodelo pesa entre 2 e 3 kg. Esse peso a uma velocidade de 50 a 150 km/h (ou mais) acertando no corpo ou na cabeça (três batidas na madeira) de uma pessoa é capaz de produzir estragos consideráveis, inclusive a morte.

Por isso: CUIDE DE SI E DOS OUTROS!

Ao se aproximar do campo nunca ligue seu rádio antes de examinar na Placa de Controle de Frequências (ou controle similar) se alguém está pilotando com a mesma frequência que a sua. Evite, também, de ligar seu rádio quando uma frequência ao lado da sua estiver ativa. Em outras palavras, canal 20 não deve ligar o rádio quando os canais 19, 20 e 21 estiverem ativos.

Lembre-se: nunca levante vôo em locais inapropriados, onde haja pessoas, tais como praças, em cima de residências, etc... Aeromodelismo se pratica fora da cidade.

Não passe com o aeromodelo perto de carros, especialmente se este estiverem com o motor ligado. Dá interferência.

Se você não tiver dado pelo menos trinta vôos com o instrutor nem pense em voar dispensando uma pessoa experiente de seu lado. Se voar sozinho sorte a sua se quebrar só o aeromodelo!

Se no campo tiver uma árvore, fique debaixo dela. Procure levar sempre para o campo um guarda-sol. Ele protege não apenas do sol.

Quando pilotar fique no local reservado aos pilotos (normalmente próximo a pista). Evite de ficar próximo a pista quando não estiver pilotando.

Nunca vimos alguém pilotar utilizando capacete, mas se um dia virmos isso não consideraremos o piloto nenhum doido.

Não atravesse a pista sem antes gritar avisando a todos que vc vai entrar na pista. Saiba que a pista é, em princípio, um local liberado para vôos rasantes.

Aterrise e decole sempre contra o vento.

Obedeça as ordens dos Diretores do Clube e especialmente a do encarregado da Segurança.

Nunca voe por cima de pessoas. Um link pode sempre partir ou o rádio sofrer uma interferência.

Admite-se, normalmente, um máximo de seis aeromodelos voando ao mesmo tempo.

Antes de ir para o campo, na sua casa, no dia anterior, faça uma vistoria completa no aeromodelo.

No campo, antes de ligar o motor, faça uma vistoria completa nos comandos (veja se estão todos bem presos - links, pushroads, horns, strips, dobradiças).

Depois de ligar o motor, veja se os comandos estão todos obedecendo e para os lados certos.

A antena! A antena! Levante sempre!

Quanto a antena do receptor não vá deixá-la enrolada!!!

Tem certeza que carregou corretamente as baterias do transmissor e do receptor? Essas baterias necessitam de 15 horas de carga partindo da carga fraca.

Se os comandos do aeromodelos não estiverem livres, soltos, se os pushroad estiverem trancados, travados, corrija esse problema, pois que assim a bateria do receptor gastará muito mais rápido que a do transmissor.

Cuidado com o combustível nos olhos.

Cuidado com a hélice. Especialmente se o motor for .46 ou mais no caso de dois tempos e .42 ou mais no caso de 4 tempos. Eles tiram um dedo. Nunca fique na frente da hélice. Lembre-se sempre de apertar bem a hélice. Mal apertada ela pula fora e numa velocidade surpreendente.

Você vai ligar o aeromodelo para pilotar e percebe que está ansioso...dê um tempo. Espere. De um tempo para vc mesmo se acalmar.

Quando ligar o motor tenha certeza de que ele está acelerado para baixa rotação ou então segure firmemente o aeromodelo.

Não leve filhos com menos de 10 anos para o campo de aeromodelismo. Eles não vão gostar e vão estar correndo risco desnecessário.

Isqueiro, fósforo e combustível são uma combinação explosiva.

O Grupo no qual vc participa possui um Regulamento escrito que trate da segurança. Não? Que tal sugerir a adoção de um. Segue abaixo uma minuta.

Segurança

Art. 4o. - Cabe à Diretoria, a todos associados e ao Diretor de Segurança zelar pela segurança de vôo.

Parágrafo Primeiro - Toda conduta, vôo, manobra que colocar em risco a segurança é considerada irregularidade de vôo.

Parágrafo Segundo - As irregularidades de vôo serão punidas com as penas de advertência, multa, prestação alternativa de serviço, suspensão até seis meses e expulsão, de acordo com a gravidade da infração e a critério da Diretoria.

Parágrafo Terceiro - O não cumprimento por parte do infrator das penas de multa e suspensão, o sujeitará a pena de expulsão.

Parágrafo Quarto - A pena de advertência poderá ser dada por qualquer Diretor do Clube diretamente ao infrator.

Parágrafo Quinto - As demais penas serão decididas pela Diretoria, por maioria de votos, em votação secreta.

Parágrafo Sexto - A Diretoria está obrigada incondicionalmente a votar toda e qualquer notícia de infração de vôo que chegar a seu conhecimento, por vista própria, oralmente ou por escrito.

Parágrafo Sétimo - Toda ordem dada por qualquer Diretor ou Coordenador, especialmente as dadas pelo Diretor de Segurança, deverão ser imediatamente cumpridas por todos associados.

Parágrafo Oitavo - A pena de expulsão somente poderá ser revista, em votação secreta, após dois anos de sua aplicação.

Parágrafo Nono - A pena para quem ligar o rádio sem a plaqueta do canal em mãos, causando interferência é de suspensão por dois fins semanas. Se da irregularidade resultar acidente, a Diretoria poderá aplicar pena maior.

Parágrafo Décimo - Os menores de dezoito anos e maiores de quatorze anos deverão apresentar autorização dos pais ou responsáveis para associar-se e para freqüentar o clube.

Parágrafo Décimo Primeiro - Os menores de quatorze anos só poderão freqüentar o Clube acompanhados dos pais ou responsáveis.

Parágrafo Décimo Segundo - Fica vedado o vôo simultâneo de mais de cinco aeromodelos.

Parágrafo Décimo Terceiro - É vedado ao público ingressar na área de vôo, considerada tal aquela localizada ao sul dos postes deitados no chão.

Parágrafo Décimo Quarto - Os pilotos, quando preparando o avião para decolagem ou pilotanto, poderão ingressar na área de pilotos, considerada tal a parte da área de vôo (ao sul dos postes deitados) distante no máximo quatro metros dos postes deitados.


  Como constituir um Clube de Aeromodelismo (volta para o início)

Por Flavio Medeiros

 

Constituir formalmente e legalmente um clube ou uma associação de Aeromodelismo (tecnicamente clube e associação possuem o mesmo significado) implica em um pouco de trabalho. Todavia, esse trabalho pode ser reduzido bastante se o encaminhamento do procedimento for bem feito.
Partindo da hipótese de que vc é mais alguns colegas estejam dispostos a fundar um clube, o primeiro passo é dirigir-se ao Cartório de Registro Especial de sua cidade e lá informar-se das exigências para fundar-se um clube e registrá-lo.

Normalmente (pois que decorre de lei) é exigido o seguinte:

Que se faça uma assembléia dos fundadores de onde devem sair as atas:

- Ata de fundação do Clube (ou associação)
- Ata de aprovação dos Estatutos
- Ata de eleição da Diretoria

Estas atas acima devem ser assinada por todos os participantes da assembléia.

- Relação dos sócios fundadores (com qualificação das pessoas, ou seja, profissão, nacionalidade e estado civil)
- Relação da Diretoria (também com qualificação da pessoas)
- Os Estatutos (que deve ser assinado por todos sócios fundadores - todas folhas devem ser rubricas por todos) - - Requerimento de registro do Clube assinado pelo presidente eleito dirigido ao Oficial do Registro Especial para que o mesmo efetue o registro do clube.

Atualmente, a lei dispensa a publicação de Editais na imprensa o que torna bem pouco oneroso o processo de registro.

Todos esses documentos acima devem ser assinados por um advogado inscrito na OAB.


ESTATUTOS DO CLUBE GAÚCHO DE AERMODELISMO

 

CAPÍTULO I - DISPOSIÇÕES PRELIMINARES

Art. 1o. - O Clube Gaúcho de Aeromodelismo, fundado em 4 de outubro de 1997, sem fins lucrativos, com sede e foro na cidade de Porto Alegre, a Av. A. J. Renner, 2705, em Porto Alegre, RS, tem por fim incentivar a prática do aeromodelismo.

Art. 2o. - Os sócios não respondem solidária ou subsidiariamente pelas obrigações da Clube

 

CAPÍTULO II - SÓCIOS

Art. 3o. - São três as categorias dos sócios:

a) fundadores (os que assinaram a ata de fundação);

b) honorários (as pessoas não pertencentes à Associação e que a juízo do Conselho Geral tenham prestado excepcionais e relevantes serviços à associação ou ao aeromodelismo;

c) gerais (os demais).

 

CAPÍTULO III - Direitos e Obrigações dos Sócios

Art. 4o. - Pode o sócio:

a) votar e ser votado;

b) assistir e/ou participar das competições esportivas e das reuniões recreativas, sociais e culturais

Art. 5o. - São obrigações dos sócios:

a) obedecer ao presente Estatuto;

b) respeitar os dirigentes da Associação, quando no exercício de suas funções;

c) respeitar as normas de procedimento e segurança de vôo radiocontrolado, circular ou livre;

d) pagar as contribuições de acordo com calendário aprovado pelo Conselho Geral, sob pena de eliminação se a inadimplência ultrapassar noventa dias

 

CAPÍTULO IV - PENALIDADES

Art. 6o. - Pela transgressão das obrigações sociais ou das normas operacionais de segurança o sócio será punido com as penas de advertência, suspensão até seis meses ou eliminação.

Parágrafo 1o. - A pena será graduada conforme a gravidade da falta, devendo impor-se a eliminação quando o sócio revelar mau caráter ou inadaptabilidade ao meio social ou causar grande dano à Associação.

Parágrafo 2o. - Compete a Diretoria a aplicação das penas. A pena de eliminação dependerá de confirmação do Conselho Geral.

 

CAPÍTULO V - DOS PODERES

Art. 7o. - São poderes da Associação:

I - A Assembléia Geral
II - O Conselho Geral
III - O Conselho Fiscal
IV - A Diretoria

Art. 8o. - Os membros dos diversos poderes terão um Presidente a quem caberá a direção dos trabalhos.

Art. 9o. - A Assembléia Geral, composta dos sócios, reúne-se de quatro em quatro anos, na primeira quinzena do mês de dezembro para o fim de elegerem o Presidente, o Vice-Presidente, o Diretor Secretário, o Diretor Tesoureiro e os três membros do Conselho Fiscal.

Art. 10o - A convocação, que será publicado em jornal oficial, far-se-á de modo a que todos os sócios tomem conhecimento da data, local e horário da reunião em Assembléia Geral.

Art. 11o. - O Conselho Geral é o órgão superior de aconselhamento da Diretoria sendo composto por todos Ex-Presidentes do Clube, pelo Presidente, Vice-Presidente, pelos Diretores Secretário e Tesoureiro e pelo Presidente do Conselho Fiscal.

Parágrafo 1o. - Compete ao Conselho Geral propor e votar alterações estatutárias que deverão ser aprovadas pela maioria de seus membros.

Art. 12o. - O Conselho Fiscal, poder fiscalizador da Associação, compõe-se de três membros com mandato de quatro anos, competindo-lhe deliberar com um mínimo de dois de seus membros e reunir-se uma vez por trimestre.

Art. 13o. - Ao Conselho Fiscal compete examinar balancetes, documentos, livros, comprovantes e papéis do interesse da administração financeira da Associação, examinar e emitir parecer sobre as contas anuais apresentadas pelo Presidente da Associação.

Art. 14o. - A Direção, poder de execução, compõe-se de quatro membros com mandato de quatro anos.
Parágrafo 1o - São membros da Diretoria, o Presidente, o Vice-Presidente, o Diretor Tesoureiro e o Diretor Técnico;

Art 15o. - Cumpre:

a) à Diretoria executar as deliberações do Presidente e dos órgãos competentes, conforme preceitua o presente Estatuto, resguardar o patrimônio da Associação, exercer o controle ativo e permanente sobre a vida financeira e econômica da Associação;

b) ao Presidente da Associação, representar a Associação nos atos de sua vida social e jurídica, representar a Associação ativa e passivamente a nível judicial e extrajudicial, constituir procuradores em juízo ou fora dele, nomear, por tempo limitado Diretores Provisórios, entre os quais Diretor de Escola, Diretor de Vôo Circular, de Vôo Livre, de Planador, de Festival, de Campeonato, de Prova, de Etapa e para fins determinados, autorizar despesas ordinárias, apresentar relatório anual ao Conselho Geral, cumprir e fazer cumprir o presente Estatuto;

c) ao Vice-Presidente compete substituir o Presidente nos seus impedimentos;

d) aos Diretores, agir como delegados do Presidente em seus setores, praticar os atos de superintendência de seus departamentos;

e) ao Diretor-Tesoureiro organizar os serviços da tesouraria e contabilidade, assinar com o Presidente os títulos de obrigação da Associação, zelar pelo patrimônio da Associação, promover e controlar receitas e despesas;

f) ao Diretor-Secretário organizar, dirigir e coordenar as atividades da Associação, elaborar regulamentos de eventos, competições, festivais, encontros, exibições.

 

CAPÍTULO VI - DO FUNDO SOCIAL

Art. 16. - O fundo social é constituído dos bens móveis e imóveis, escriturando-se tudo o mais como receita, como as contribuições dos sócios, rendas dos bens patrimoniais do arrendamento e taxas de utilização das competências e serviços da Associação.

 

CAPÍTULO VII - DISPOSIÇÕES GERAIS

Art. 17. - O Conselho Geral poderá a qualquer tempo alterar o valor das contribuições dos sócios e criar taxa.

Art. 18. - Esse estatuto poderá ser reformado por maioria dos membros do Conselho Geral.

Art. 19. - A Associação existirá por prazo indeterminado. A extinção da Associação será deliberada por 2/3 dois terços) dos presentes em Assembléia Geral, convocada especialmente para este fim, sendo que o patrimônio que houver será destinado à Santa Casa de Misericórdia de Porto Alegre.

Art. 20. - Esse Estatuto foi aprovado pela Assembléia Geral no dia 5 de março de 1997 e entrou em vigor na mesma data. Segue rubricado pelos presentes na Assembléia Geral que assinaram a Ata de Fundação, de Aprovação de Estatutos e Eleição de Diretoria e Conselho Fiscal.

Diretor Presidente:
Diretor Vice-Presidente:
Diretor Secretário:
Diretor Tesoureiro:
1o. Conselheiro Fiscal:
2o. Conselheiro Fiscal:
3o. Conselheiro Fiscal:


  Noções básicas de perfis de asa (volta para o início)

                                                                                                Por Flavio Medeiros

 

DESENHO 1

Está vendo a foto a acima. É o perfil de uma asa. Você sabe porque ela voa? É bem interessante. Imagine que ela esteja voando. Visualize 10 moléculas de ar enfileiradas na frente da asa um pouco acima do centro do bordo de ataque. Visualiza também 10 moléculas de ar enfileiradas na frente da asa só que um pouco abaixo do bordo de ataque.

Quando a asa passar voando por entre essas moléculas as dez de cima vão pelo caminho de cima da asa e as dez de baixo pelo caminho de baixo. Como você sabe, todas as moléculas (as 20) chegarão juntas no final da asa, ou seja, no mesmo momento.

Ora, isso acontecendo e tendo em vista que o caminho percorrido pelas moléculas de cima em maior tem-se que as moléculas de cima, durante o percurso, se distanciarão mais umas das outras do que as moléculas de baixo.

Nesse segredo é que reside a razão porque a asa voa. Em cima da asa, ficando as moléculas mais distantes umas das outras, a densidade do ar em cima é menor do que a densidade do ar em baixo. Conseqüência: o ar de cima da asa puxa a asa para cima e ela, assim, voa. Legal, né?!

Essa asa acima é uma asa assimétrica, ou seja, seus lados de cima e de baixo, são diferentes, propiciando dessa maneira uma boa sustentação.

Se vc quiser aumentar ainda mais a sustentação desta asa, vc poderá colocá-lo voando com um ângulo de até 5 graus para cima em relação ao eixo da direção da asa.  

Existem também as asas simétricas, ou seja, aquela em que o lado inferior e o superior são iguais. Como na desenho abaixo:

  DESENHO 2

  Quando os aviões utilizam esse tipo de asa (simétricas) elas não possuem nenhum ângulo em relação à direção da asa. Então, indaga-se, como que nesse caso o avião voa? Nesse caso ele se sustenta com uma leve inclinação de todo o corpo do avião (inclusive da asa) em relação a direção da aeronave. Como na desenho abaixo:

Agora, vamos entender, para que servem os diferentes tipos de asa.

A asa da desenho 1 se presta para aeromodelos trainer. É um aeromodelo de bastante sustentação e capaz de voar bem lento. Em contrapartida, quando há ângulo de inclinação,  ela produz bastante arrasto, é um aeromodelo que não atinge grandes velocidades. Em aeromodelismo, ao contrário do que se dá na avião, não se costuma utilizar ângulo no bordo de ataque. Esse angulo em aeromodelos produz o inconveniente do avião levantar o nariz quando se dá todo o motor.

Detalhe importante: esse ângulo é em relação ao eixo da direção que o avião toma, vale dizer, em relação a linha do estabilizador horizontal (pois que esse que determina o eixo da direção).

Assim, é a asa da desenho 1 a mais utilizada em aeromodelos trainers.

A asa das desenhos 2 é a utilizado para aviões com bastante força (jatos especialmente) e construídos para voar em alta velocidade. Imagine se não fosse assim. Imagine a asa assimétrica e um jato (e o que é pior, com ângulo), quando os motores fossem acionados com força o nariz do avião daria um salto para cima, com motores a pleno não teria profundor suficiente para fazer voar na mesma altitude, ficaria sempre subindo. Fora o grande inconveniente que o arrasto produziria, vale dizer, o jato não atingiria grandes velocidades.

Veja abaixo as asas do Hobby Trainer I e do Hobby Trainer II. A do HT I é reta embaixo, dando assim mais sustentação ao aeromodelo, o que permite voar bem lento. Já a do HT II é curva embaixo, tornando menor a sustentação, o que faz com que se aconselhe o motor 46 para o HT II.

 

             Asas.bmp (191358 bytes)

 

É isso. São apenas algumas noções bem elementares sobre perfis de asa. Agora, quando vc ver um avião, olhando para o perfil de sua asa, vc já terá condições de ter uma idéia de como ele voa.


Materiais utilizados na construção de aeromodelos (volta para o início)

                                                                                                           Por Flavio Medeiros

 

A fuselagem pode ser construída em balsa estrutural, em compensado e em fibra de vidro.

A asa pode ser feita com balsa estrutural ou isopor chapeado.

O aerodemodelo construído com a fuselagem e a asa em balsa estrutural (kits da Sig por exemplo) são os chamados aeromodelos tradicionais. Normalmente são os mais leves, e para o gosto de muitos aeromodelistas, os que voam melhor. Por desvantagem tem o fato de serem os mais caros (balsa é cara), os mais difíceis e os que levam mais tempo para construir.

Tem se utilizado bastante o aeromodelo com a fuselagem em compensado (3mm ou 4 mm) com a asa estrutural. Esse aeromodelo é mais difundido, pois que mais barato e mais fácil de construir. Dependendo da qualidade e da espessura do compensado pode ficar tão leve quanto o aeromodelo tradicional.

O aeromodelo com fuselagem construída em fibra de vidro (e nesse caso normalmente a asa utilizada é a de isopor chapeado por finas lâminas de madeira) é, normalmente, um pouco mais pesado. Em compensação, para o gosto de muitos aeromodelistas, é mais bonito, com linhas mais arrojadas, mais modernas. E não se pode dizer que o peso seja a regra, alguns construtores fazem aeromodelos em fibra de vidro bastante leves.  Uma desvantagem da fibra é que o aeromodelo não aceita muitos consertos, vai ficando pesado demais. Outro problema é que trabalhar com fibra, além de ser prejudicial à saúde (ao aparelho respiratórios),  exige conhecimento especializado.

Você está em dúvida, com que tipo de aeromodelo iniciar? Inicie com qualquer um. Desde que seja um aeromodelo trainer.  Essa questão dos materiais é tudo questão de gosto, de preferências. Claro que há vantagens e desvantagens, em um e noutro tipo. Aeromodelos em madeira são mais fáceis de construir e consertar. Em fibra são mais modernos, e as vezes, mais bonitos. Mas não suportam muitos consertos, o que não é bom para iniciantes.  Em realidade, a qualidade do aeromodelo depende de um conjunto de características que não se restringem ao tipo de material utilizado em sua construção.


Fazendo uma fuselagem de fibra vidro (volta para o início)

                                                                                                               Por Flavio Medeiros

 

Vamos partir da hipótese de que vc já possua a matriz, mesmo porque desconhecemos a maneira como se faz uma matriz (e se vc é daqueles que sabe como nos mande um artigo que publicaremos).

Pois bem, limpa-se bem a matriz com um pano umedecido em álcool. A seguir passa-se cera especial na matriz (vendida nas casas que vendem material para trabalhar com fibra de vidro). Após a cera passe o desmoldante (também adquirido nessas casas) e deixe-o secar por 30 minutos. Coloque catalisador na resina (125 gotas para cada litro de resina) e mexa bem. Pincele a resina já misturada com o catalisador por toda a superfície da matriz. Uma camada não muito grossa. A seguir, coloque o tecido de fibra sobre toda a superfície. Vá, com o pincel, colocando resina por cima do tecido. Não deixe bolhas se formarem, cutuque com o pincel sobre elas. A seguir, outro tecido e mais resina. Está pronto. Em 20 minutos deverá estar seco. Retire a fuselagem da matriz uma hora depois. Está pronta a fuselagem. Ficou ruim? Muito pesada? Cheia de bolhas? É normal. É só lá pela quinta tentativa que vc cessará de colocar material fora.

Um detalhe importante: quando comprar a fibra, os pincéis, o tecido, o desmoldante, a cera, compre também solvente para os pincéis e para suas mãos. Outro detalhe importante: prepare-se para ter uma discussão com seus pais ou com sua esposa!


Instalação do motor e do rádio (volta para o início)

                                                                                                   Por Flavio Medeiros

   Transferimos essa lição para a página que trata da Construção do Hobby2000. Lá você encontra todos ensinamentos relativos a instalação do rádio, motor e acessórios. Para ver clique.

 

 


  O básico dentro da Caixa de Campo (volta para o início)

                                                                                                   Por Flavio Medeiros

 

Você pode com seu aeromodelo, uma bateria ni starter (bateria que se põe na vela), combustível e mais nada ir para o campo e passar a tarde toda voando.

Todavia, se você for daquelas pessoas do tipo precavida, exigente, você levará consigo algumas coisas mais.

Você levará uma caixa de campo com um bujão de combustível, uma bomba (manual ou elétrica) com filtro de combustível, um starter (para fazer a hélice girar) e terá uma bateria gel 12 volts na caixa para o starter e para a bomba se ela for elétrica.

Você também terá na caixa de campo uma chave de vela, cola araldite (ou epóxi) e cola bonder (rápida).

Sobressalentes anote:

vela
dois pares de links
um par de horn
duas hélices
1 metro de mangueira silicone
2 pares de retentor de roda
4 retentores de servo
alguns elásticos para a asa e trem
parafusos com rosca e sem rosca
1 par de horn

Ferramentas leve um alicate normal, um alicate de ponta, duas chaves de fenda philips (uma média e uma pequena), duas chaves de fenda normais (uma média e uma pequena), algumas chaves hallen e uma verruma.

Pouca gente usa, mas uma mesa de campo para colocar o avião em cima, uma cadeirinha de praia, um guarda-sol e água mineral são uma ótima pedida.

Com isso tudo aí em cima vc está bem equipado. Se faltar alguma coisa não hesite em pedir emprestado. Aeromodelistas são de se ajudar.

 

 


 

Aprendendo a pilotar (volta para o início)

Por Flavio Medeiros

 

  Nos campos de aeromodelismo sempre há pessoas dispostas a ensinar a pilotagem. Algumas cobram para isso, normalmente nas cidades maiores, outras não. Primeira dica: prefira o instrutor que cobra. Por que? Porque esse tem compromisso com vc. Ensinar a pilotar exige bastante trabalho, é cansativo. Aeromodelistas que não cobram para ensinar não tem aquele mesmo compromisso da pessoa que cobra. Possuem menos responsabilidade também. Claro que isso não é uma regra. Existem muitas e honrosas exceções de pessoas que nada cobram e ensinam muito bem.

Tire informações com os demais aeromodelistas a respeito do instrutor. Observe-o dando aula. Veja se ele faz o seu tipo. É importante que vc sinta alguma afinidade pelo instrutor.

Muitas pessoas que adquirem um aeromodelo acabam por desistir do hobby. Com muita frequência a razão do abandono está relacionada com a deficiência da instrução de vôo. O aluno quebra um ou dois aviões e desiste. O aeromodelismo pode e deve ser praticado sem lenhas. Para isso, em primeiro lugar, é necessário uma boa instrução de vôo. Lá pelo décimo vôo vc já estará tendo um certo domínio sobre o avião e aí é que mora o perigo. Vc parte para voar solo e o crash é inevitável. Uma pessoa só está apta para pilotar com segurança a partir do 40o. vôo. Um bom curso de aeromodelismo compreende um mínimo de 30 vôos (de pelo menos 12 minutos cada vôo). Se vc dispensar o instrutor antes do 30o. vôo (o ele lhe dispensar), pode ter certeza vc vai quebrar seu aeromodelo logo. Por isso paciência é indispensável. Controle também. Logo que se obtém algum domínio se fica normalmente ansioso para sair pilotando sozinho. É essa ânsia que deve ser controlada. Quebrar o aeromodelo é decepcionante. E quando ocorre no início do aprendizado está aí a principal razão da evasão do aeromodelismo.

A queda para o iniciante é traumática. Isso tem lá suas explicações. Quando se assume a pilotagem nos primeiros vôos, o nervosismo é grande. É que em parte tem dinheiro lá em cima voando, mas não é só isso. É também que vc está pilotando, vc em parte se sente voando, vc não quer perder o controle. Lenha é perder o controle, é como se vc caísse também junto com o aeromodelo. E esse choque absorvido por uma mente em estado de concentração emotiva é pessimamente assimilado.

Assim, resumindo, aprender a pilotar é sobretudo saber escolher um bom instrutor. Um instrutor que lhe dará com tempo e paciência o controle tranqüilo e sereno do aeromodelo.


Montando uma oficina em casa (volta para o início)

                                                                                   Por Flavio Medeiros

Quem pratica aeromodelismo necessita de algumas ferramentas básicas e algumas outras não tão básicas assim.

No que tange a manutenção, o aeromodelo é muito semelhante a um avião de verdade, precisa ser constantemente examinado, revisado e consertado. Depois de um dia de vôo é quase impossível que não existam acertos para fazer no aeromodelo, ou regular o motor, ou colar uma peça, ou regular comandos, apertar retentores...

As ferramentas básicas, indispensáveis a todo aeromodelista são as seguintes: três chaves de fenda (pequena, média e grande), três chaves de fenda philips (pequena, média e grande), chaves hallen ( todos tamanhos pequenas - polegada e milimétrica), alicate, alicate de ponta, alicate de corte, lixa de madeira (números 60, 100, 200), suporte de plástico (vendido nas ferragens) ou de madeira para lixas (feito em casa), chaves de fenda polegada e milimétrica (todos tamanhos pequenos), tesouras, réguas de metal (30 cm, 60 cm e 1 metro), esquadro, colas bonder e epóxi, estilete e jogo de lâminas.

Se você for um aeromodelista daqueles mais exigentes, ou que adora comprar ferramentas (um hábito comum este de certas pessoas que ficam alucinadas dentro de uma ferragem - eu por exemplo), ou que gosta de trabalhar na oficina, que gosta de construir aeromodelos (o que é extremamente prazeroso pois que nada melhor do que pilotar o aeromodelo que a gente mesmo construiu), então, mais algumas ferramentas podem ser adquiridas.

Essas ferramentas são as seguintes (sugerindo essa ordem para aquisição): dremel, torno, lixadeira treme-treme, furadeira, parafusadeira elétrica, soprador, ferrinho para entelar, serra tico-tico manual, serra de disco, serra tico-tico de bancada e arco de serra para ferro.

Por primeiro a Dremel, um mini-torno, uma maquininha fantástica, a qual podem ser acoplados mais de 40 acessórios diferentes, desde pequenas puas até lixadeiras, escariadores, disco de corte, etc... Prefira as que são ligadas na luz (pois as que funcionam com bateria tem pouca potência) e que possuem controle de velocidade. Uma boa Dremel custa em torno de U$ 100,00.

Um torno é bastante útil para firmar peças que necessitam ser trabalhadas.

A lixadeira treme-treme possui bastante utilidade. Se vc quiser lixar com mais velocidade certas peças de madeira adquira também uma máquina sensacional fabricada pela Ferrari que custa em torno de U$ 100,00, é uma lixadeira de esteira que funciona acomplando-se a furadeira.

A parafusadeira elétrica a que nos referimos é aquela com bateria recarregável. É útil inclusive no campo.

O soprador (vendido nas lojas de modelismo) é igual a um secador de cabelo, só que capaz de produzir o dobro de calor e serve para esticar o aeroplast ou monokote. O ferrinho (também vendido nas lojas de modelismo) é um pequeno ferro de passar utilizado na entelagem do aeromodelo.

As demais ferramentas vc conhece.


A lixadeira treme-treme, a furadeira e a tico-tico, desde que sua intenção não seja construir aeromodelos em larga escala, podem ser as da linha hobby (não profissional).

 


Aprendendo a pilotar sem instrutor. Método um dois três(volta para o início)

                                                                                                       Por Flavio Medeiros

 

Não é impossível nem difícil aprender a pilotar sozinho. A primeira pessoa que ensinamos a pilotar sozinho (pelo telefone) foi o João de São José do Norte, no Rio Grande do Sul. Hoje ele dá instrução de vôo para o pessoal de sua cidade e da cidade vizinha Rio Grande.

Quem aprende a pilotar com um instrutor inicia usando a mão direita. Tem o controle apenas dos aelerons e do profundor. Já quem aprende a pilotar sozinho, inicia com a mão esquerda, com o controle do acelerador e do leme. A seguir, para decolar, começa a utilizar a mão direita, o comando do profundor.  

Nunca li nada sobre como se aprende a pilotar sozinho. Criei um método próprio que chamo de Método 1-2-3 de 1 (andar) 2 (pular) 3 (voar).

O segredo  é não ter pressa. Não queimar etapas. Só partir para um próximo passo depois de se sentir bem seguro no passo anterior. Por primeiro, lembra que o rádio deve ser carregado por 15 horas, a bateria do transmissor e a do receptor. Procura um local com grama baixa ou asfaltado e com bastante espaço livre (evite areia - areia entra no carburador e funde o motor). Liga o motor (leia sobre a regulagem do carburador no site). Fica pilotando o aeromodelo no chão. Utilizando o acelerador e o leme apenas. Faça curvas. Acelere e desacelere. Faça ele partir de vc para um outro ponto qualquer a uns 40 metros fazendo o aeromodelo andar em linha reta. Faça ele voltar em sua direção. Cada tanque do aeromodelo dura de 15 a 20 minutos. Vc dever  gastar 20 tanques andando para lá  e para cá, fazendo curvas, acelerando e desacelerando. Ao final de 20 tanques é de se esperar que vc já  esteja com um bom domínio do acelerador e do leme e com uma melhor noção de profundidade visual. Agora você vai para a segunda etapa: a dos pulinhos. Vc vai começar a usar o profundor e fazer o aeromodelo dar pequenos pulos. Vc já  percebeu que quando ele alcança uma determinada velocidade a roda traseira levanta se soltando do solo. Chegue até essa velocidade e cabre (cabrar = puxar o stick da mão direita em sua direção) levemente. O aeromodelo deverá  levantar vôo. Deixe ele levantar um palmo ou dois do chão e a seguir tire todo o motor e deixe ele pousar. Siga dando pulinhos. A medida que for se sentindo seguro aumente a altura dos pulinhos e a distância dos mesmos. Após alguns pulos dessa etapa, vc perceberá que está com muita vontade de dar todo o motor e alcançar as alturas de uma vez. Essa tesão é normal. Mas controle-se. Mesmo que vc se sinta seguro, mesmo que vc se sinta capaz, se vc não quiser quebrar o aeromodelo mantenha-se bem perto do solo. O segredo é não ter pressa, é controlar o impulso,  ser muito paciente, é não levantar vôo antes do 50o. tanque de combustível. Pois bem, vc já  gastou o 50o. tanque. Vc já  possui um bom domínio do acelerador, do leme e do profundor. Vc domina o aeromodelo quando ele vem em sua direção (dá a impressão que os comandos ficam invertidos). Vc acelera, levanta uns 2 metros de altura, voa uns 20 ou 30 metros, tira o motor e consegue fazer o aeromodelo descer suavemente para encostar o solo. Se vc já consegue fazer tudo isso. Especialmente, se vc sabe fazer o aeromodelo planar após tirar o motor e fazê-lo descer planando após tirar o motor, tudo bem, chegou a sua vez. Numa levantada dessas não desacelera, prossiga acelerando e deixe o aeromodelo subir. Não dê todo o motor. Meio motor ou um pouco mais do que meio motor é o suficiente. Com todo motor ele vai voar muito rápido, o que torna mais difícil o controle para quem está  iniciando. Sugerimos que vc não utilize os aelerons. Voe sem utilizar os aelerons. Faça as curvas com o leme e com o profundor. Vc já  deve ter percebido na etapa dos pulinhos que quando se dá o leme para um lado, o avião não apenas vira para fazer a curva mas também abaixa o nariz. Vc já deve ter percebido que se corrige isso cabrando levemente. É assim que se faz uma curva. Se dá o leme para um dos lados e vai se cabrando levemente segurando o nariz do aeromodelo. Prosseguindo, vc levantou vôo, pois bem, não deixe o aeromodelo se distanciar muito pois que uma das formas de se perder o controle é perder o aeromodelo de vista. Longe demais ele fica pequeno e bem mais difícil de controlar. Depois de ele voar uns 160 metros faça uma curva e faça ele voltar. Fique voando, voando alto (mas não tão alto ao ponto de o aeromodelo ficar muito pequeno) pois se vc fizer alguma coisa errada dá mais tempo de recuperar o controle. Não voe em cima de casas. Não voe contra o sol. Escolha um dia bem claro, sem nuvens. Deixe esse primeiro vôo durar uns cinco minutos. É o suficiente. Mais que isso vc poder perder a concentração. Hora de pousar. Desacelere e deixe ele vir planando. Vc está  no campo, certo? Pois bem deixe ele pousar em qualquer lugar. Enquanto ele vem descendo não se preocupe muito em pousar nesse ou naquele lugar. O importante é que ele desça planando, com o motor na lenta, descendo devagar. Quando chegar próximo ao chão não há nada a fazer de especial, limite-se a manter o aeromodelo planando. Ele dever  encostar com relativa suavidade no solo. De qualquer maneira, se der uma cambalhota, continue considerando o seu primeiro vôo um sucesso!

É isso aí. No quarto vôo vc já  pode  estar utilizando quase todo o tanque (é sempre recomendável pousar antes de terminar o tanque, embora não aja nenhum problema em pousar com o motor desligado).

Mantenha contato que irei esclarecendo tuas dúvidas. Nos mande notícias sobre o primeiro vôo.  

Bons Vôos!!!!


 

  Quem hoje tem 40 anos... lembranças e divagações

Por Flavio Medeiros

 

Meu irmão, o Medeiros, proprietário da Weekend, resolveu comemorar seus quarenta e alguns anos em uma churrascaria. Convidou alguns clientes que com o passar dos tempos se tornaram também amigos. Jantamos e a conversa entrou noite adentro. Na mesa boa parte do pessoal estava também por volta dos quarenta, assim como eu.

Lá pelas tantas,  e depois de alguma cerveja, começamos a relembrar, nostálgica mas muito alegremente, dos tipos de brincadeiras que fazíamos. Percebemos que não interessando o bairro em que cada um morou, todos fizeram mais ou menos as mesmas coisas e brincaram os mesmos jogos.

Eram tempos que se jogava bolita. O grande lance era ter ou ganhar uma aça. Havia jogadas muito elegantes, tal como a "cu de galinha". Jogava-se também peão com uma corda. Tinha os carrinhos de lomba. Uns preferiam os de quatro rolimãs, outros os de três. Alguns carrinhos tinham freios, outros tinham até direção. Não sei quem, acho que o Renato, se lembrou dos "tratorzinhos", aqueles  engenhocas que se faziam com carretéis de linha que por dentro passava um elástico, de um lado uma alavanca e do outro um pedaço de cera de vela. Dava-se corda e eles andavam. Alguns tratorzinhos mais sofisticados tinha pequenos cortes nos carretéis, eram garradeiras que os tornavam off roads. Tinha o pega-ladrão, o esconder e o Clube que não entrava mulher. Tinha ainda aquela casa de madeira em cima da árvore. A carrocinha que levou um cachorro da zona para fazer sabão. As bombas. Ah, as bombas!! Era jogar  uma no chão e colocar uma lata em cima. Mas a lata não ficava em cima, então um, mais kamikase, na corrida e num último lance arrojado conseguia colocar a lata em cima do rojão e....BUM...as vezes saltava só a tampa. Tinha bomba de 10, de 20, de 200... Os gordos, ninguém sabia explicar porque, estavam sempre envolvidos com as bombas de 200. O jogo de taco. Três varetinhas formando um triângulo. O time de futebol da rua. As brigas e verdadeiras batalhas campais entre zonas. A Hobby Brinquedos do Seu Nunes. Teve gente que a pegou na subida da Andradas a direita... põe velho nisso! Outros a pegaram já a esquerda. Os carrinhos de autorama. Os de roda amarela seguravam melhor e os que fossem mexidos pelo Renato eram os que mais andavam. O Renato, aquele bigode, grande figura, um homem histórico,  uma grande e ótima pessoa, especialmente quando não estava rosnando. Foi do Renato que comprei meu primeiro aeromodelo. Eu tinha uns oito anos, comprei o Manica II, um motor Enya (que demorou meses para amaciar) e os cabos. Montei ele sozinho e o quebrei sozinho no Parcão, naquele época meio mato meio campo. E o aro? Quem se lembra do aro? Aquele círculo que se empurrava com um arame retorcido na ponta. E o jogo aquele
que se ia cravando ferros de obras pelo chão de terra. Se não cravasse perdia a vez. Qual era mesmo o nome desse jogo?

Naquela mesa quem não era automodelista - digo atualmente - era aeromodelista. Percebi que todos se divertiam muito se retornando àquelas lembranças dos tempos da molecagem.  E daí conclui o seguinte: esse pessoal que hoje pratica modelismo é uma turma que não deixou de ser criança. Se isso é saudável ou não, pouca importa, interessa é que esses malucos bobalhões continuam se divertindo pacas.

Outro coisa que confirmei foi a seguinte tese:  o cara que hoje se interessa por aeromodelismo é porque quando criança teve algum tipo de relação com aviões ou aeromodelos. Ou tinha a mania de jogar aviãozinho de papel, ou tinha um pequeno planador de madeira, ou soltava balão, pandorga, enfim, quando criança sonhava em voar. E quem hoje pratica automodelismo é porque quando criança, a mesma coisa, mantinha um relação com automóveis, carrinhos ou autorama. Uma pessoa adulta não aprende a gostar de modelismo. É como o alcoolismo. O cara é ou não doente. Tem ou não a coisa dentro de si. E vou mais longe, não duvido que esse troço seja meio constitucional, meio genético, pois que é muito comum a coisa estar presente na ascendência e na descendência.

Observei ao pessoal na mesa que naquele mesmo dia vi em diversas bancas o lançamento do primeiro fascículo de uma coleção sobre aeromodelismo. Uma edição espanhola, traduzida para o português e exportada para o Brasil e Portugal. Comentei que se o modelismo vinha crescendo bastante em todo o Brasil aquele lançamento seria o verdadeiro BUM do modelismo brasileiro. Concordaram comigo. E, a seguir, comentamos também, que aí estava a grande chance dessa geração de moleques. Esses moleques de hoje, que dado a insegurança da cidade não podem mais andar soltos pelas ruas a saudavelmente colocar pedras nos trilhos dos bondes (e tinha uma turma que uma vez até roubou um bonde!!) para fazê-los descarrilhar, a rodar o aro, a jogar bolita, a andar de carrinho de lomba... Uma grande chance para uma geração que pouco manuseia seus brinquedos, que pouco fabrica e que passa horas em frente de vídeo games e computadores. Uma chance fantástica para uma geração que chega ao ponto de transar pela net, como se isso tivesse gosto e cheiro,  de tão distante que se encontram das ruas.

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Também não sei até que ponto a falha não é nossa. Penso nisso sempre que meu filho me cobra a casa na árvore do pátio que prometi fazer há mais de um ano. E o pior de tudo é que estamos por nos mudar para um apartamento!
Alguém aí sabe como fazer a terra girar 30 vezes ao contrário em volta do sol?! Mande um Email.


Primeiras noções de vôo, pilotagem e manobras

                                                                                                    Por Flavio Medeiros

 

Aqui, a idéia é passar algumas dicas e macetes para que vc venha a se tornar um bom piloto. Pressupomos que vc já esteja pilotando sozinho, ou melhor, que vc recém começou a pilotar sozinho

Que tal taxear um pouco? Andar pelo chão. Isso lhe dá maior domínio sobre o leme e o acelerador

Decole e pouse sempre contra o vento. Por que? Porque na decolagem o aeromodelo necessitará de menos velocidade em relação ao solo para decolar e na aterrissagem porque vc poderá se aproximar do solo com pouca velocidade em relação ao mesmo, necessitando assim de menos pista.

É importante saber, mesmo durante o vôo, a posição de que vem o vento. Sem saber isso, o aeromodelo pode estolar em uma curva. É o seguinte: sempre que em uma curva se dá a traseira do aeromodelo para o vento, essa mudança de rumo faz, bruscamente, diminuir a velocidade do aeromodelo em relação ao ar. Por conseqüência, sempre que vc for fizer uma curva dando a traseira para o vento se faz necessário dar motor. Caso contrário o aeromodelo pode estolar e, se estiver próximo ao solo, cair.

Um outro motivo muito frequente de queda: vc se perde, pensa que o aeromodelo está em pé quando na verdade ele está de dorso, vc cabra para que ele suba pois que está se aproximando do solo e, como ele está de dorso, cabrando ele vai direto ao solo. Como evitar isso: manter a máxima atenção na posição da aeromodelo e não deixar que o mesmo voe longe fugindo ao campo de visão.

Mais um motivo de queda dos iniciantes: vc deixa o aeromodelo vir direto em sua direção. A impressão que se tem é que os comando se invertem e nisso o piloto iniciante acaba se perdendo. Solução: é muito simples, quando ele vier em sua direção, vire-se para ele, ou seja, dê o ombro para o aeromodelo. Boa essa, não é? O aeromodelo, assim, nunca virá em sua direção.

Mais uma causa de acidentes com iniciantes: o sol. Voando contra o sol deixa-se de enxergar o aeromodelo.

Evite também voar em dia nublado: perde-se 50% da visibilidade.

Vai mais uma dica aí: quando um servo estiver fazendo barulho, troque-o. Servos que fazem barulho consumem uma energia bárbara da bateria do receptor.

Para vc adquirir o mais rápido possível o controle do aeromodelo, sugerimos o seguinte: procure levar o aeromodelo de um ponto a outro imaginário, um ponto 70 metros a sua esquerda e o outro 70 metros a sua direta. Procure manter sempre a mesma altura quando vai de um ponto a outro. Faça as curvas sempre para fora, ou seja, quando vc chega no ponto da direita faça a curva para a esquerda e quando chega no ponto da esquerda faça a curva para a direita.

Fazer curva: dê o aeleron para o lado que vc vai fazer a curva e volte o stick para o centro. Inicie a cabrar. Vá cabrando, cabrando, até chegar ao final da curva. No final da curva, dê o aeleron para o outro lado. Quando vc começar a usar o leme na curva vc vai perceber que quando se dá o leme, o nariz do aeromodelo abaixa. Isso se compensa cabrando um pouco.

Voando: procure fazer os movimentos suavemente. Não dê muito motor. Com muito motor vc pode fazer um movimento brusco com o profundor e a asa partir no meio.

Vc está completamente perdido, não sabe em que posição o aeromodelo se encontra, vc está atrapalhado, em resumo, perdeu o controle. O que fazer? Condicione-se a fazer o seguinte nessas circunstâncias: tire todo o motor, deixe o leme no centro, deixe os aelerons centrados e comece vagarosamente a cabrar...para onde o aeromodelo começa a subir é o lado para o qual ele está de pé (pronto, assim vc se localizou novamente).

Ok! Vc pilotou um monte de um ponto a outro. Chega! Se solte um pouco, brinque um pouco. Com meio motor, cabre, dê leme, rodopie...sempre alto...se perdeu?...tire todo motor e comece a cabrar vagarosamente. É preciso sair um pouco daquele vôo vai e volta rígido. Esse soltar o aeromodelo, deixar ele ir para cima, etc... lhe dá também um bom conhecimento das reações do aeromodelo.

Estolar...Estolar...Estolar... Também é preciso. Há pilotos com horas e horas de vôo que não conhecem, não percebem, não conseguem sentir a velocidade em que o aeromodelo entra em stoll. Esses pilotos voam sempre rápido. Vc nunca será um bom piloto se não tiver o perfeito conhecimento do pré-stoll. Pilotando vc deve saber qual é a velocidade limite antes do aeromodelo estolar. Sem conhecer isso vc jamais terá um pleno domínio do aeromodelo. A única maneira de conhecer essa velocidade é estolando, várias vezes, de propósito. Quando o aeromodelo vai entrar no stoll ela começa a ficar meio bamba, meio grogue, parece bêbado, é que há pouco ar passando pela asa e pelos comandos e, assim, ele demora para obedecer o comando. Vá voando, tire a aceleração, cabre um pouco, deixe ele ir diminuindo a velocidade, ele estola. Deixe estolar completamente mantendo-o bem cabrado e desacelerado. Ele perde completamente a sustentação e começa a cair. Sem acelerar, deixe ele, com a queda, obter velocidade. Vá cabrando aos poucos. Ele recupera o planeio. Faça isso várias vezes até obter o perfeito domínio do stoll. Aprenda a manter o vôo por vários segundos em pré-stoll. Voe bastante dentro desse limite planeio-pré/stol-stol-pré/stol/planeio.

Depois de vc obter alguma segurança nos comandos do acelerador/profundor/aelerons aprenda a usa o leme. Comece a fazer as curvas com o auxílio do leme. Para manobras acrobáticas, para aterrisar e decolar o leme é de importância fundamental. Há muita gente com anos de aeromodelismo e que prossegue sem sabem utilizar o leme. Não seja mais um manicaca desses! Use o leme.

Vamos dar um looping? É uma das manobras mais fáceis. Dê um pouco de velocidade, cabre, quando ele estiver lá no topo da curva, de dorso, tire todo o acelerador e continue cabrando. Ele vai descer suavemente terminando o looping.

Vamos fazer uma manobra bonita... ganhe bastante altura...tire todo o acelerador e mergulhe verticalmente...a uns 50 metros do solo (isso porque vc não tem experiência, mais tarde vc poderá fazer isso a 10 metros do solo), comece a cabrar e faça um looping completo, sempre sem motor.

É hora de começar a voar de dorso..., cabre levemente, dê aeleron para o lado e ponha o aeromodelo de dorso... o aeromodelo tende a picar...pois bem...espete o stick, ou seja, ponha o stick do aeleron para frente...É isso aí: de dorso, quando vc pica ele cabra!!! Um macete para quando vc estiver em dorso: tire o dedo de cima do stick do aeleron e coloque-o na frente do stick (o dedo fica entre sua barriga e o próprio stick, calçando-o para frente). Agindo assim, não há perigo de vc se equivocar e cabrar quando deveria espetar. Mais uma dica: voando em dorso aprenda a controlar a altura do aeromodelo no acelerador. O aeromodelo mantém o nível de maneira mais estável do que utilizando o profundor. Aprendi com o velho Motta.

Lancer vac seguido de parafuso chato... Ganhe uma boa altura, no mínimo 150 metros. Deixe um aeromodelo pegar uma boa velocidade e....tudo meio junto mas nessa ordem.... stick da esquerda para a direita e para frente...stick da direita para a esquerda e para a frente...mantenha os dois sticks na frente, o da esquerda na direita e o da direita na esquerda... O aeromodelo deverá fazer um lancer vac (capotar sobre o eixo da asa) e depois entrar em parafuso chato. No mínimo a 70 metros do chão, volte os dois sticks para o centro, comece a cabrar levemente e reze para que o aeromodelo saia do parafuso chato antes de encontrar o chão. Que tal? Vc ainda tem o seu aeromodelo?!

Chega...Vamos fazer uma aterrissagem com estilo. Mesmo sem ter flaps, vamos aterrisar freiando. Venha para baixo sem motor, leme para um lado e aelerons para o outro...o aeromodelo desce de lado e freando como se estivesse com flaps. Deixe ele tocar o solo. Escute os aplausos!!!

 

 


   O check-up do dia anterior ao vôo

Por Flavio Medeiros

 

Os aeromodelos, assim como aviões, precisam de constantes e meticulosas revisões.

É uma imprudência chegar no campo sem ter, no dia anterior, feito um check-up completo no aeromodelo. Primeiro, por razões de segurança e segundo porque vc corre o risco de passar o dia todo no campo, ou boa parte do dia, perdendo preciosos minutos de vôo para ficar fazendo ajustes e consertos no aeromodelo. E é impressionante como o tempo passa rápido no campo. Um pequeno reparo no aeromodelo, muito comumente, leva algumas horas de serviço. Dessa maneira, o que recomendamos é que, sempre, no dia anterior ao dia do vôo, se faça uma revisão completa no aeromodelo.

Sugerimos que a revisão se faça na seguinte ordem:

1) Trem de pouso. Examine sua fixação. Veja se os retentores de rodas estão firmes. Se as rodas estão girando livres. Veja se a bequilha, dianteira ou trazeira, está firme.

2) Montante e comandos. Examine se os parafusos que fixam o motor estão bem presos. O mesmo quanto aos parafusos que fixam o montante na fuselagem. Coloque a asa. Veja se está bem presa. Examine todas as dobradiças, do leme, do profundor e dos aelerons, se estão bem coladas.

3) Rádio. Veja se o receptor está bem protegido por uma espuma. Examine as conexões no receptor se estão firmes. Veja se o receptor não está solto dentro da fuselagem. Fixe-o bem prensando ele com plasticos ou espuma. O mesmo quanto a bateria do receptor. Ligue o rádio. Ligando o rádio, teste todos os comandos. Caso necessário, solte ou aperte links ou retentores de servos para que os trimers do rádio estejam no centro quando os comando também estiverem centrados (exemplo: quando o comando do leme está bem alinhado com a deriva vertical o trimer do leme no transmissor deve estar bem no centro). Cheque a amplitude dos comandos. Verifique se não há nenhum comando invertido. Veja se a antena do transmissor está bem firme. Se não estiver, abra o transmissor e faça o aperto.

4) Motor. Verifique se não há sujeira na entrada de ar. Veja se o combustível está correndo solto no tanque (tire as mangueiras de silicone onde elas prendem na entrada do carburador e no escape e assopre por essa última para ver se o combustível sai livre pela outra mangueira). Verifique o pescador. Veja se o mesmo não está virado para frente do tanque. Ainda assoprando (e fechando uma ponta da mangueira) examine se não há nenhum vazamento no tanque ou nas mangueiras de silicone. Veja se o tanque está firme. Ligando o rádio examine a trimagem do acelerador. Baixando o trimer no transmissor a garganta do carburador fecha completamente? Levantando o trimer, a garganta abre deixando espaço para a entrada de combustível? Regule o pushroad no retentor de servo se necessário. Ligue o motor. Após ele esquentar um pouco na lenta acelere ao máximo e regule a agulha da alta. A seguir veja se está boa a baixa. Veja como está a retomada. Regule o carburador se for o caso. OK!! Checagem realizada. Imprima a lista abaixo para facilitar essa revisão.

1 - fixação do trem de pouso

2 - retentores de rodas

3 - rodas

4 - fixação da bequilha

5 - parafusos de fixação do motor

6 - parafusos de fixação do montante

7 - fixação da asa

8 - dobradiças dos aelerons

9 - dobradiças do leme

10 - dobradiças do profundor

11 - proteção do receptor

12 - conexões no receptor

13 - fixação do receptor

14 - fixação da bateria do receptor

15 - teste e trimagem dos comandos (aelerons, leme e profundor)

16 - amplitude dos comandos

17 - sentido dos comandos

18 - antena do transmissor

19 - limpeza da entrada de ar

20 - sistema do combustível (deve correr livre pela mangueira)

21 - posição do pescador dentro do tanque

22 - fixação do tanque

23 - vazamentos no tanque e nas mangueiras

24 - trimagem do acelerador

25 - Alta do motor

26 - Baixa do motor

27 - Retomada da aceleração   

 

 


Hobby Models: Divulgação do aeromodelismo e lealdade com o desportista


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