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Para quem não entende nada de aeromodelismo. As primeiras noções
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Para quem não entende nada de aeromodelismo. As primeiras noções

                                                                                 

Essa lição é para quem não entende nada de aeromodelismo e está  se dispondo a iniciar a prática do hobby.

 

Vamos dividir o assunto em quatro partes: aeromodelo, motor, rádio e acessórios. Afinal, em última análise aeromodelismo são essas quatro coisas.

 

Antes, porém, vamos esclarecer duas indagações bastante frequentes de pessoas interessadas em iniciar-se no aeromodelismo: qual a distância que o transmissor mantém o avião sobre controle e qual a velocidade do aeromodelo?

 

O rádio mantém o controle do aeromodelo a uma distância de até 2.000 metros. Em outras palavras, o aeromodelo é capaz de alcançar e atravessar as nuvens. Quanto a velocidade, os aviões para iniciantes (trainers) atinge velocidade um pouco superiores a 100 km/h. Os mais velozes são os jatos que ultrapassam os 400 km/h.

 

Os aeromodelos podem ser asa alta, asa média ou asa baixa. As asas podem ser simétricas ou assimétricas. Pode ser grandes ou pequenos. Com a fuselagem construída em madeira balsa, compensado ou fibra de vidro. Com a asa feita com nervuras de balsa (estrutural) ou com isopor chapeado.

 

Os motores podem ser grandes ou pequenos, embuchados ou rolamentados, ABC ou anelados, dois tempos ou quatro tempos e existem diversas marcas.

 

Os rádios são constituídos pelo conjunto transmissor, receptor, cristais, servos e baterias do transmissor e do receptor. Possuem de dois a oito canais e são de frequência AM, FM ou PCM.

 

Confuso, não é? Pois bem, vamos examinar esse palavreado todo e ao final veremos que a coisa é bastante simples.

 

 

O Aeromodelo

 

 

Aeromodelos asa alta são aqueles cuja asa fica acima da fuselagem. Pelo fato de possuírem a tendência de ficarem "em pé" quando se larga todos os comandos são os mais recomendados para quem quer se iniciar no aeromodelismo, muito embora, como explicaremos adiante, não basta o avião ser asa alta para ser um bom trainer (aeromodelo treinador para iniciantes), é necessário que possua mais algumas características.

 

Asas simétricas são aquelas cujo bordo inferior possui o mesmo perfil do bordo superior, ou seja, quando essa asa é vista de lado (em um corte transversal), o perfil do bordo debaixo é igual ao do bordo de cima. Com esse perfil a asa puxa para cima com a mesma força que puxa para baixo e por essa razão é a asa utilizada e aeromodelos (e aviões reais) acrobáticos e aqueles feitos para andar em altas velocidades.

 

Asas assimétricas são aquelas em que a curvatura (o perfil) em cima é distinta da curvatura em baixo. Ou a parte de cima tem mais curvatura ou a de cima possui curvatura e a parte de baixo é completamente reta.

 

Esse último tipo de perfil de asa, com curvatura em cima e reta embaixo é o perfil ideal para o aeromodelo trainer. Isso pela razão de que essa asa possui grande sustentação possibilitando assim o vôo bem lento, o vôo ideal para quem está iniciando. Aeromodelos com esse tipo de asa são chamados de Pata Choca, pois que são lentos como uma pata choca voando. Você sabe porque esse tipo de asa possui mais sustentação? Bom, aí entramos em uma das noções mais básicas e elementares da teoria aerodinâmica. A explicação do porque a asas voam. Explicando rapidamente e para não teorizar muito (esmiuçamos esse assunto na Lição Perfis de Asa), como a asa é curva em cima as moléculas de ar que passam por cima da asa se distanciam mais que as que passam por baixo da asa (porque o caminho percorrido por elas é maior, as de cima fazem uma curva e as de baixo passam reto) e assim acontecendo, a pressão do ar em cima da asa é menor (o ar possui menos massa porque as moléculas estão mais distantes) que a pressão embaixo da asa. Essa diferença de pressão faz com que a asa seja puxada para cima, por isso ela voa e por isso esse tipo de asa sustenta muito mais que outros tipos.

 

Quanto ao tamanho os aeromodelos podem ser de diversos tamanhos. Há os 40% (tamanho igual a 40% do tamanho do avião real), os 1/3 de escala, os 1/4, 1/5. Aeromodelos grandes precisam de motores maiores, mais potentes. Normalmente se diz aeromodelo para motor 40, aeromodelo para motor 60 e assim por diante. Isso significa que o aeromodelo possui um tamanho e um peso que requer motor 40 2 tempos ou 60 2 tempos. O aeromodelo mais usado e que é, inclusive, o recomendado para iniciantes é o aeromodelo para motor 40. Não se aconselha aeromodelos menores para iniciante, pois que aeromodelos menores são mais rápidos, mais nervosos, dificultando assim a aprendizagem.

 

A fuselagem dos aeromodelos pode ser construída com varetas de balsa, com uma lâmina de compensado ou em fibra de vidro.

 

Os aeromodelos construídos em varetas de balsa (estruturais) são os mais leves e também os mais difíceis de construir e de consertar. Os construídos em lâmina de compensado são mais fáceis de construir e de consertar. Os feitos em fibra de vidro são mais bonitos, mas, por outro lado, não são fáceis de construir e de consertar. Uma fuselagem de madeira podem ser consertada diversas vezes, já o mesmo não ocorre com a fuselagem em fibra de vidro que aceita poucos consertos.

 

A asa pode ser feita com nervuras de balsa (asa estrutural) ou com isopor chapeado por uma fina lâmina de madeira. As asas estruturais costumam ser mais leves e fortes e as de isopor mais baratas. A fina lâmina de madeira é colada ao isopor.

 

  Qual o tipo de construção que se recomenda ao iniciante? Qualquer tipo. O importante é que o aeromodelo seja leve, possibilitando assim o vôo a baixa velocidade. O aeromodelo que recomendamos é o Hobby2000.  Por várias razões: (1) ele possui bastante sustentação, possibilitando assim o vôo lento; (2) a fuselagem é feita de madeira, o que permite vários consertos, coisa que não é suportada pelos aviões fabricados em fibra de vidro; (3) a asa é de balsa nervurada, o que lhe confere maior resistência em relação a asa de isopor e, também, o que possibilita inúmeros consertos, ao contrário da asa de isopor que uma vez partida deve ser substituída por outra asa; (4) ele possui todas peças de reposição, o que não ocorre com os importados; (5) damos toda a assessoria tanto para a construção do kit como para a montagem do modelo semi-pronto; (6) o aeromodelo tem diversas imagens e fotos explicativas disponíveis na Net; (7) o Hobby2000 custa a metade do preço dos importados; (8) existem diversas outras razões, mas essas vc só vai conhecer quando estiver pilotando um H2000.

 

O motor

 

Como se disse acima, os motores podem ser grandes ou pequenos, embuchados ou rolamentados, ABC ou anelados, dois tempos ou quatro tempos e existem diversas marcas.

 

Os motores dois tempos mais utilizados são os .10, .15, .20, .25, .40, .46 e .60 (se diz motor 10, 15, 25... sem o ponto). Isso significa que o volume no interior da camisa possui 0,15 polegadas cúbicas, 0,25 polegadas cúbicas e assim por diante. Dentre esses os mais usados são os .40.

 

Os quatro tempos mais usados são os motores OS 26, 42, 52, 71, 91 e 120.

Há, também, os motores multicilindricos como este.

Dentre os 4 tempos, o mais utilizado é o 52. Isso porque o 52 4 tempos se utiliza nos aeromodelos cujo motor 2 tempos indicado é o .40. Sempre que se utiliza um determinado motor 2 tempos em um aeromodelo, o motor 4 tempos apropriado é um pouco mais potente. Assim, o aeromodelo que necessita um motor .60 2 tempos ele pede um motor .71 ou . 91 4 tempos. O que necessita de um .40 dois tempos pede um .52 4 tempos. A razão disso está em que os motores 4 tempos atingem uma rotação máxima inferior aos motores 2 tempos (claro que quando a numeração é a mesma).

 

Seguem algumas diferenças entre os motores 2 e 4 tempos. Os motores 4 tempos possuem mais força, são capazes de suportar uma hélice maior (mais larga ou mais comprida), razão porque a retomada da aceleração em um motor 4 tempos é muito mais segura e eficiente. Já os motores 2 tempos atingem rotações superiores, o que os torna indicado para quem quer atingir grandes velocidades. Os 4 tempos são mais caros, os 2 tempos mais baratos. Os 2 tempos possuem mais peças de reposição no mercado (claro que depende da marca e do modelo), o 4 tempos menos. Os 2 tempos são mais leves, os 4 tempos mais pesados. Os 2 tempos costumam falhar mais, os 4 tempos são mais estáveis, mais seguros. Em caso de queda os 4 tempos se sujeitam muito mais a avarias.

 

Com que motor se deve iniciar? Recomendamos o 2 tempos. Embora seja mais gostoso voar com um 4 tempos (até o barulho soa melhor), quem está iniciando deve optar por um .40 2 tempos. É mais barato e possui mais peças de reposição no mercado (para o caso de queda com avarias). Quem inicia não deve entrar gastando muito, pois que pode a vir a não gostar do hobby e também porque quem inicia está mais sujeito a quedas.

 

Motores embuchados são aqueles cujo eixo que faz girar a hélice é suportado no corpo do motor por um sistema de buchas. Rolamentados (ou roletados como se diz) são os que utilizam  rolamentos. Os embuchados, em razão de atritarem mais com o corpo, atingem rotação em torno de 20% menos dos que os rolamentados. As buchas quando estragam são de difícil reparo (ou não tem conserto), os rolamentados troca-se o rolamento. De qualquer forma, persistimos recomendando os embuchados para quem está iniciando. Por primeiro porque são mais baratos (algo em torno de 30% mais barato) e por segundo em razão de que as buchas hoje estão sendo tão bem feitas que dificilmente estragam (ao contrário do que ocorria há alguns anos).

 

Anelados são os motores que possuem anéis no pistão. ABC, uma tecnologia mais recente, são os que não utilizam anéis. O motor ABC surgiu da constatação que a parte superior do cilindro dos motores esquenta mais que a parte inferior do cilindro, pois que é ali que se verificam as explosões.

 

Esquentando mais, a parte superior se dilata mais. Assim criaram um motor que quando ele está frio, sua parte superior possui um diâmetro menor dentro de cilindro. Ao esquentar, essa parte se dilata mais que a inferior ficando do mesmo tamanho e impossibilitando (ou dificultando) assim a passagem de combustível para baixo (o que faz com que se dispense a utilização dos anéis, cuja finalidade é justamente essa, impedir que o combustível passe da parte superior do cilindro para a inferior na fresta que existe entre o pistão e a camisa).

 

Com que motor iniciar, anelado ou ABC? É indiferente. Qualquer um deles é bom.
 
Quanto às marcas 2 tempos há os motores OS, Supertigre, Thunder Tiger, Asp, Enyia, YS, Webra e o CB nacional.
 
Os mais caros são os OS.
 
 
YS não é motor para iniciante.
 
Enyia, embora seja um excelente motor e que há alguns anos era a preferência nacional, não possui peças de reposição atualmente no mercado brasileiro.
 
O motor CB, produzido no Brasil pela micromecânica, tem o .25 e o .46. O motor é bom e barato. Possui peças de reposição. Mas não recomendamos como 1o. motor, posto que tem certos macetes.
 
Qual motor a Hobby Esportes recomenda para quem quer iniciar? Um motor .20 a .40. Não precisa ser roletado. Os motores .46 OS, .45 Supertigre e .46 Thunder Tiger não recomendamos. São motores meio violentos e que podem machucar o iniciante.
 
São motores para uma segunda fase.

 

O rádio

 

Interessante que se tenha, ainda, um rápida idéia dos componentes e do funcionamento do rádio. Ao contrário do que se possa pensar, o rádio não é apenas aquela caixinha que se segura com as mãos. O rádio é um conjunto de equipamentos composto pelo transmissor (a tal caixinha), o receptor (que vai dentro do aeromodelo), as baterias do transmissor e do receptor e os servos.
 
Vamos na ordem do comando: puxando o stick do rádio para um lado, o transmissor emite uma ordem que é recebida pelo receptor que se encontra de dentro de aeromodelo. Esse receptor é alimentado por uma bateria recarregável que se encontra também dentro do aeromodelo. O receptor, recebendo a mensagem a decodifica e a transforma em um impulso elétrico que sai através de fios para o servo. O servo transforma aquele impulso elétrico em um movimento. Esse movimento do braço (cruzeta) do servo é repassado aos comandos do aeromodelo (leme, profundor, aelerons, flaps, trem de pouso) através de arames (pushroads).

 

Tanto a bateria do transmissor como do receptor são recarregáveis. Devem ser carregadas na noite anterior ao dia do vôo durante 14 horas. Quando acende a luz no carregador é sinal de que a bateria está sendo carregada.

 

Os rádios 4 canais possuem 2 sticks. O da esquerda com os movimentos laterais controla o leme e com o movimento para frente e para trás comanda o acelerados. O stick da direita, com os movimentos laterais (direita e esquerda) controla os aelerons das asas e com o movimento para frente e para trás comanda o profundor (puxando o avião sobe e empurrando o avião desce).

 

Junto aos sticks (em baixo e ao lado deles) tem uma pecinhas móveis. São os trimers. Servem para trimar o avião, ou seja, regular o avião.

 

Explicando: se tirarmos o dedo de cima do stick direito o mesmo (em razão das molas) ficará bem centrado e o avião deverá (com o stick centrado) voar sem desviar para cima ou para baixo. Se com o stick centrado o avião estiver com tendência de picar (baixar o nariz) durante o vôo, a solução é trimá-lo, ou seja, baixa-se um pouco o trimer que fica ao lado do stick.

 

Cada comando (acelerador, leme, profundor e aelerons) possui seu próprio trimer, daí porque no rádio 4 canais são quatro trimers ao todo.

 

No rádio há também a entrada para o fio que vem do carregador de bateria e a entrada para o cabo trainer. Esse cabo tem por ligar o transmissor do aluno ao transmissor do instrutor. O controle é passado de um transmissor para outro apertando um botão que fica na frente em cima a esquerda do transmissor.

 

Dentre as marcas existentes no mercado temos recomendado JR, FUTABA ou Hitec, pois além de serem bons rádios, mundialmente conhecidos, são os que possuem mais peças de reposição. 

 

Os rádios podem ser AM, FM e PCM. Os rádios AM estão sendo abandonados pois que são os mais sujeitos a interferência no sinal. A grande maioria dos aeromodelista utilizado hoje o rádio FM.

 

Para o aeromodelismo, as autoridades governamentais destinaram sessenta frequências diferentes (a cada frequência corresponde um Canal). A frequência do rádio é determinada pelo par de cristais (um cristal no transmissor e outro no receptor). Esses cristais podem ser facilmente substituídos. Assim, quando vc chegar no campo e alguém estiver pilotando com a mesma frequência de seu rádio, vc pode trocar ali mesmo e sem nenhuma dificuldade o seu par de cristal, colocando outro com outra frequência.

 

Ouve-se muito de interessados em iniciar-se no aeromodelismo que irão desde logo adquirir um rádio 6 canais pois que não querem mais tarde ter de trocar. Isso nos parece bobagem. Primeiro porque, conforme já dito, o iniciante deve iniciar com o que é mais barato (desde que bom) e segundo porque a Hobby Esportes recebe o transmissor 4 canais usado como parte do pagamento na venda de um transmissor 6 canais novo. Uma terceira razão para não iniciar-se com o rádio 4 canais é que o seu manuseio é bem mais complexo.

 

Acesssórios

 

Passando aos acessórios básicos.

 

Além do motor e do rádio, para voar, o aeromodelo possui os seguintes acessórios:

 

roda dianteira    roda trazeira    trem de pouso    retentores de roda    arames com rosca       tanque

mangueira de silicone    vela    links    horn     strips    hélice    spiner     parafusos    montante   retentores de servo  

elásticos       espuma da base da asa    espuma de proteção do receptor

 

Esses acessórios acima vc pode ver também com explicações sobre cada um clicando aqui.

 

O trem de pouso vai preso na fuselagem com os elásticos. A asa também é presa na asa com os elásticos. A mangueira de silicone serve para levar combustível do tanque para o carburador e também para levar ar comprimido da descarga para dentro do tanque. Os links, junto com os arames de rosca e varetas de madeira redondas formam o chamado pushroad. Pushroad é esse conjunto que levará o movimento da alavanca do servo ao leme, ao profundor, ao acelerador e aos aelerons. Os horns servem para unir o pushroad ao leme e ao profundor. Os strips unem o pushroad ao comando do aeleron. Os retentores de servo unem os pushroads aos braços ou alavancas dos servos. O spiner vai na frente da hélice. Os parafusos são para prender o motor no montante e o montante na fuselagem. A espuma da base da asa e colocada na fuselagem e serve para calçar a asa.

 

Nesse site na página que trata da Construção do Kit explicamos como são instalados todos esses acessórios. Esses acessórios não acompanham o Hobby2000, nem o kit nem o ARF. São vendidos separadamente. Sempre aconselhamos que o próprio iniciante faça a instalação do rádio, motor e acessórios. É a única maneira de ir aprendendo a lidar com o aparelho. A não ser assim, havendo qualquer problema com o avião, o iniciante fica sem saber o que fazer.

 

Além disso, há ainda o equipamento de campo. O básico é constituído pelo combustível, pela bateria ni start e pelo starter.

 

Há questão de poucos anos atrás, o pessoal fazia seu próprio combustível comprando os componentes nas Químicas. Quatro partes de álcool metílico para uma parte de óleo de rícino. Hoje compram o combustível pronto e já misturado nas lojas de modelismo. É que a diferença no preço se tornou muito pequena.

 

De uns tempos para cá difundiu-se a utilização de pelo menos 10% de nitrometano no combustível. Esses combustíveis que já vem prontos vem praticamente todos com um percentual de nitrometano. Essa substância confere mais estabilidade e rotação aos motores.

 

A bateria ni start serve para dar a partida no motor. Sem ela não dá para ligar o motor. Sua função é deixar a vela incandescente. Depois que o motor pega, a bateria ni start já pode ser retirada de cima da vela pois que as explosões dentro do cilindro se encarregam de manter a incandescência da vela.

 

O starter é um aparelho ligada a uma bateria 12 volts que serve para dar a partida. Ele faz a hélice girar com força até que o motor pegue. Não é indispensável, pois que os motores podem ser ligados manualmente ( mas nunca utilize os dedos pois que o motor pode dar um contra - utilize um bastão qualquer).
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Aeroplast
O aeroplast é um plástico que serve para entelar (cobrir, envolver) a fuselagem e em especial a asa do aeromodelo. O Aeroplast é uma marca nacional. O importado chamasse monokote. O importador é superior (enruga menos) que o nacional, porém é mais caro. O Aeroplast cola no aeromodelo com o calor. Para a sua aplicação utiliza-se um ferrinho de passar especial vendido nas lojas e um soprador. Na falta de um ou de outro podem ser utilizados o ferro de passar roupa e o secador de cabelos
Aileron
É uma peça móvel do aeromodelo. Vai presa ao borde de fuga da asa por dobradiças. Tem por finalidade fazer o aeromodelo girar para a esquerda ou para a direita (em relação ao eixo horizontal da fuselagem). Mais próximo da fuselagem, na asa, vão os flaps (quando existem no aeromodelo) e mais distantes vão os aelerons. Quando um aeleron baixa em uma das asa o outro, na outra asa, sobe.
Alargador de hélice
O furo da hélice é normalmente menor que o eixo do motor onde ela é colocada. O alargador de hélice é um acessório que tem por fim aumentar o tamanho desse furo.
Asa alta
Aeromodelo do tipo asa alta é aquele em que a asa fica acima da fuselagem. Para os iniciantes recomenda-se aeromodelos do tipo asa alta.
Asa assimétrica
A asa é assimétrica quando o perfil da parte superior da asa é diferente do perfil da parte inferior. Asa deste tipo é a asa arredondada em cima e reta na parte de baixa ou a asa mais arredondada em cima do que embaixo. Essa assimetria confere mais sustentação a asa sendo recomendada para aeromodelos mais lentos.
Asa simétrica
Na asa simétrica o perfil da parte superior é igual ao perfil da parte inferior. A simetria é utilizada por aviões e aeromodelos de alta velocidade.
Balancin
O balancin é uma peça presa por um eixo central a fuselagem e na qual se prendem os dois cabos utilizados nos aeromodelos feitos para o vôo circular.
Barriga
É a parte inferior do aeromodelo. Seu assoalho.
Bateria
O aeromodelismo envolve algumas baterias. Tem a bateria do receptor, do transmissor a do ni start (ver itens). Além dessas muita gente possui uma bateria de 12 volts na caixa de campo. Não é essas baterias grandes e pesadas de carro. É uma bateria pequena, recarregável, que pesa em torno de 4 kg e selada, ou seja, a água/ácido que fica dentro dela não tem como sair (ela é totalmente fechada). Baterias não seladas (de moto, por exemplo) são desaconselháveis na caixa de campo pois que estão constantemente transbordando o ácido corrosivo. Essa bateria na caixa de campo se presta para alimentar o painel de controle, para alimentar o starter e a bomba elétrica. Não é um acessória indispensável pois que o starter pode ser ligado na bateria do carro (inclusive o starter pode ser dispensado), a bomba pode ser manual e o painel de controle não é um acessório indispensável.
Bateria do receptor
A bateria do receptor, como o nome diz, é a que alimenta o receptor. Tanto ela como o receptor vão dentro da fuselagem do aeromodelo. Normalmente (depende de onde estão o CG do aeromodelo) ela vai junto ao tanque de combustível (embaixo ou em cima). Ela deve estar bem presa pois que se ficar solta além de poder alterar o CG (Centro de Gravidade) a todo o momento pode acabar se desconectando do receptor, o que implica na perda do controle do aeromodelo. É interessante também que fique envolvida por panos ou espuma para evitar que receba a vibração. É uma bateria recarregável. Sobre a carga ver o item Bateria do transmissor.
Bateria do transmissor
Se localiza dentro do transmissor. Pode ser vista retirando uma tampa atrás do transmissor. Assim como a bateria do receptor é recarregável (de níquel-cadmio). Para carregá-la utiliza-se um carregador (que acompanha o rádio) ligado à tomada o qual carrega ao mesmo tempo a bateria do receptor. A carga, partindo do vermelho (quando o mostrador da carga está no vermelho) deve ser dada por 15 horas. Para carregar, as duas baterias devem estar descarregadas. Para descarregar basta deixar o rádio ligado (transmissor e receptor) até que o mostrador do transmissor entre na faixa vermelha). Nunca se deve deixar a carga se perder completamente pois que isso pode ocasionar inversão da polaridade. A carga deve ser sempre (ou quase sempre) completa em função do chamado efeito memória, ou seja, se o rádio for sempre carregado a partir de meia carga (e não da faixa vermelha) ela termina por acostumar-se a trabalhar apenas dentro daquela meia carga, reduzindo assim o tempo de utilidade da bateria.
Bateria ni start
Para dar a partida no motor a vela precisa ficar incandescente. Para isso se utiliza da bateria ni start, bateria de ignição ou ni start. Não confundir com o starter que é um aparelho ligado a uma bateria de 12 volts que tem por finalidade fazer girar a hélice. A bateria ni start é constituída por uma pequena bateria recarregável a qual vai fixada uma haste que prende na vela do motor. Depois que o motor pega (girando-se a hélice) retira-se o ni start. A partir daí são as explosões do motor no interior do cilindro que manterão a vela incandescente.
Bequilha
O aeromodelo possui três rodas. Duas vão no trem de pouso propriamente dito que se localiza próximo ao centro de gravidade e uma que vai na bequilha. A bequilha pode ser dianteira ou traseira (convencional). A bequilha dianteira é uma haste na qual vai a roda e uma pequena alavanca. Essa alavanca se prende a um arame (pushroad) que vai engatado no mesmo servo que comanda o leme. Assim, quando esse servo movimentar o leme para a esquerda, movimentará também a roda dianteira para a esquerda. Dessa maneira, a curva feita taxiando (no solo) é realizada com a roda e com o auxílio do leme que recebe o vento do hélice. Na bequilha traseira o dispositivo é mais simples. A bequilha (um arame flexível) é presa a fuselagem e sua parte superior é enfiada dentro do leme. Assim, o movimento do leme move também a roda.
Bordo de ataque
O bordo de ataque é uma vareta de balsa que vai na frente da asa. Ele, na parte que não encosta na asa, é arredondado. Lojas de modelismo costumas vender bordos de ataque em diferentes comprimentos e espessuras. Na falta de um pronto, basta pegar uma chapa de balsa, retirar dela uma vareta com o auxílio de régua e estilete, e lixar arredondado um dos lados da vareta. Fica mais fácil lixar depois que a vareta (bordo de ataque) estiver colado à asa. Para lixar com perfeição a dica é colar a lixa em uma mesa bem plana.
Bordo de fuga
Algumas pessoas e também alguns lojistas confundem borde de fuga com o aeleron da asa. O bordo de fuga é uma vareta da asa que vai colada em sua parte traseira (parte de fuga do ar). O aeleron é uma outra peça que vai presa ao bordo de fuga por dobradiças.
Bomba de combustível
A bomba de combustível serve para jogar o combustível de dentro do galão de 2 litros que fica na caixa de campo para o tanque do aeromodelo. O combustível ingressa no tanque através da mangueira que leva combustível ao carburador (para isso desprende-se a mangueira do carburador). É interessante que se coloque um filtro na mangueira alimentadora da bomba de combustível. A bomba pode ser elétrica ou manual. Para o 1o. caso ela necessitará de uma bateria 12 volts (ver item bateria).
Cabo de u/c
No chamado vôo circular o aeromodelo é preso por dois cabos. Esses cabos são de aço. Os cabos importados são trançados.
Cabo trainer
Alguns instrutores não gostam do cabo trainer. A razão está em que não conhecem o cabo trainer. É muito melhor, muito mais seguro, muito mais tranqüilo, muito mais pedagógico dar instrução com cabo trainer do sem ele. O método tradicional, aquele em que o aluno joga desesperado o rádio para o instrutor momentos antes da queda, será, dentro em breve, e na medida em que o cabo trainer for sendo mais difundido, será abandonado. Se seu instrutor for um daqueles, teimosos, que diz preferir o método tradicional dê a ele um presente grego, dê um cabo trainer. Cabo trainer (trainer cord) é o cabo que liga o transmissor do aluno ao transmissor do instrutor. No transmissor do instrutor há um botão que enquanto fica sendo apertado pelo instrutor o comando está com o transmissor do aluno. Quando o instrutor solta esse botão, o comando, imediatamente, passa para seu próprio transmissor. O transmissor do instrutor é o único que permanece ligado (o do aluno deve ser desligado). É o cristal do transmissor do instrutor que se relaciona com o cristal do receptor, mesmo quando o comando é passado para o transmissor do aluno. Quando se engata os dois transmissores no cabo trainer a primeira coisa que se deve fazer é conferir se alguns dos comandos do transmissor do aluno não estão invertidos (exemplo: no transmissor do aluno é dado leme para a direita e no aeromodelo o leme vai para a esquerda). Quando isso acontece é necessário inverter o comando no transmissor do aluno. Para isso há um dispositivo próprio no transmissor. Uma vez chegada a direção dos comandos é interessante, ainda, que se faça uma pré-trimagem no transmissor do aluno (a trimagem definitiva deverá ser feita em vôo). O transmissor do aluno está pré-trimado quando ao se passar o controle do transmissor do instrutor para o transmissor do aluno os comandos no aeromodelo não fazem nenhum movimento. Sendo mais claro: se ao passar o comando do transmissor do instrutor para o transmissor do aluno através do botão apropriado o leme do aeromodelo se mover para a direita deve-se trimar o leme para a esquerda no transmissor do aluno. Quando na passagem do comando de um transmissor para o outro não houver nenhum movimento é porque o transmissor do aluno está pré-trimado (claro, partindo do pressuposto que já havia sido feita a pré-trimagem no transmissor do instrutor). Pré-trimagem no transmissor do instrutor é em poucas palavras colocar os trimers onde se calcula (com certeza só se saberá em vôo) que nessa posição o aeromodelo voará reto e paralelo ao solo quando nenhum stick estiver sendo tocado.
Cabrar
Para cabrar puxa-se o stick da direita do transmissor em direção ao próprio corpo. Esse comando, levantando o profundor, faz o aeromodelo subir. O comando contrário, para fazer o aeromodelo descer, é o picar.
Caixa de campo
A caixa de campo é onde se leva o material de aeromodelismo para o campo. É conveniente que possua espaço para colocar o transmissor e um bujão de combustível. Recomenda-se que seja construída de madeira não muito grossa (6 mm é o máximo) pois que já basta o peso do material que vai dentro dela.
Catalisador
Também chamado de mek é um líquido utilizado para ser misturado na resina para fazê-la endurecer.
Caverna
A estruturas internas da fuselagem que lhe dão sustentação são chamadas de cavernas.
CB
É uma fábrica nacional de motores e velas. Fabricam os motores .25 e .40. São motores e velas de boa qualidade.
CG
É o Centro de Gravidade do aeromodelo. Segurando-se o aeromodelo (com otanque vazio) pelas pontas das asas o CG ideal fica no ponto correspondentea 1/4 da asa a contar do bordo de ataque, ou seja, onde a asa possui maiorespessura. Para corrigir o CG muda-se a posição da bateria do receptor(para frente ou mais para trás no interior da fuselagem). Se isso não forsuficiente, poderão ser alteradas as posições dos servos, do receptor e dotanque. Se isso também não trazer o CG para o local certo, a solução é autilização de pequenos contrapesos.
Chave liga-desliga
Essa chave vai presa a fuselagem. Serve para ligar e desligar a bateria do receptor. Deve ser instalada na fuselagem de forma a que não seja necessário tirar fora a asa toda vez que quiser acionar a chave.
Cola bonder
Costuma-se chamar de cola bonder as colas a base de cianocrilato. É uma cola leve e rápida. Recomendada para ter no campo para fazer colagens rápidas. Se presta também para colar as estruturas dos estabilizadores (quando esses são estruturais). Como é uma cola muito dura, com pouca flexibilidade, não é recomendada para partes do aeromodelo que se sujeitam a maiores esforços, tais como dobradiças, cavernas, porta de fogo, etc. A bonder existe a de baixa, média e alta viscosidade. Quanto maior a viscosidade, mais rápida, e por conseqüência mais dura e mais fraca. Existe um produto chamado debonder que descola completamente essa cola. Deve-se se ter cuidada com os olhos ao manusear essa cola.
Cola epóxi
São as colas produzidas a base de epóxi. A araldite, por exemplo, é uma. Elas vêm em duas partes e são misturadas na proporção 1/1. As importadas são normalmente mais baratas. Existem aquelas que funcionam em 3 minutos até as que só soldam em três horas. Quanto mais tempo a cura mais resistente a cola. É a cola das colas no aeromodelismo. É essencial possuí-la para reparos. No campo e em casa.
Comando do aeleron
Os comandos de aelerons são cabos de aço responsáveis por transmitir o movimento do servo aos aelerons. Uma da pontas é enfiada dentro do aeleron e na outra vai um strip, ao qual vai preso um link que por sua vez se prende a um puhsroad (outro cabo de aço) o qual através de um retentor de servo ou link se prende ao servo. Esse conjunto todo, inclusive o servo, se situa na parte central da asa. Veja a seqüência: servo - retentor de servo - pushroad - strip - comando do aeleron - aeleron
Cruzeta do servo
Os servos possuem pequenas alavancas responsáveis pelo aumento da amplitude do movimento giratório. Essas alavancas de material plástico são as cruzetas.
Deriva
Vulgarmente chamada de leme é o estabilizador vertical do aeromodelo aonde se prende o leme.
Dremel
É uma marca. Possui diversas ferramentas. A mais utilizada em aeromodelismo é a mini-retífica, chamada normalmente de dremel apenas. Ela possui dezenas de acessórios, puas, escariadores, lixas, lâminas de corte, etc. Ferramenta de grande utilidade para construtores. A assistência técnica da Dremel no Brasil é muito boa e está a cargo da Bosch.
Dorso
É a parte superior do aeromodelos, as "costas". Voar de dorso é voar com o aeromodelo de cabeça para baixo. O vôo de dorso fica mais fácil com aeromodelos de asa simétrica. Nos aeromodelos com asa assimétrica, o stoll em dorso ocorre a uma velocidade superior daquela na posição normal.
Ducted fan
É um sistema de várias hélices de pequeno comprimento localizadas no interior da fuselagem. É com o ducted fan que os aeromodelos imitam os jatos. O ducted fan vem equipado com um motor especial para tal fim. Hoje já se fabricam turbinas para aeromodelos e, em razão disso, talvez o ducted fan esteja com os dias contados. Claro que isso depende das turbinar baixarem os preços, pois que ainda são muito caras.
Enya
É uma excelente marca de motores. É motor para deixar para os netos, dura um monte. É a marca preferida de motores dos aeromodelistas mais experientes. Dominava o mercado na década de 70 e início de 80. Atualmente, não se sabe porque, nenhum importador está representando essa marca no Brasil, o que torna não recomendável sua compra, face a dificuldade da reposição de peças.
Estabilizador horizontal
Também chamado apenas de estabilizador. Nele vai preso com dobradiças o profundor. Nos aeromodelos de asa simétrica, o ângulo do estabilizador em relação a asa é zero. Nos de asa assimétrica recomenda-se 1 grau positivo para compensar a tendência que tem a asa assimétrica de levantar o nariz quando o motor é acelerado. Com 1 ou 2 graus positivos em relação a asa o estabilizador baixa um pouco o nariz compensando a tendência do asa de levantá-lo. Aeromodelos que necessitam de uma trimagem picada no estabilizador estão com problemas no ângulo do estabilizador. É também o estabilizador que irá determinar a posição do motor. O motor deve ficar (para compensar o efeito torque) à 1 grau para baixo e para a direita em relação ao estabilizador.
Estabilizador vertical
É a deriva. Ver em Deriva.
Estilete
É a ferramenta número 1 do construtor. É uma ferramenta de corte, barata e vendida em qualquer ferragem. As lâminas podem ser compradas em separado. Possui diversas utilidades. Corte de balsa, de monokote, etc
Extensão de aileron
Do servo que fica na asa (servo que comanda os aelerons) sai um fio que deve entrar na tomada do receptor. Como esses fios dos servos são muito curtos, se utiliza de uma extensão (mais um pedaço de fio). É a extensão do aileron.
Ferro de monokote
É um ferro de passar roupa em miniatura. Se presta para esquentar o monokote quando o aeromodelo é entelado (o calor faz o monokote esticar).
Filtro
O filtro de combustível é utilizado na mangueira que sai da bomba para abastecer o tanque. Recomenda-se, também, sua utilização na mangueira que leva combustível do tanque ao carburador.
Filtro da entrada de ar
Não existem para motores destinados ao aeromodelismo, ao contrário dos motores destinados ao automodelismo. Para se fazer um tem se utilizado um pequeno pedaço de meia de mulher preso por um elástico desses de prender cabelo. Para uso do aeromodelo na beira da praia ele é indispensável.
Flap
Os aeromodelos guiados por rádio 4 canais não possuem flaps. Possuem apenas aelerons. Os flaps são "aelerons" situados na asa bem junto a fuselagem. Quando são acionado ele baixam (os dois flaps - a contrário dos aelerons que acionados vai um para cima e outro para baixo). Tem por fim provocar maior sustentação e arrasto freiando o aeromodelo e tornando assim mais lenta a velocidade para a aterrisagem.
Flap/aeleron
São aeleron que atuam também como flaps. Alguns rádios podem sem programados para o sistema flap/aeleron. Ao ser acionado esse sistema através do rádio, os aelerons (ambos) baixam um pouco mas continuam também funcionando como aeleron.
Fuselagem
É o corpo do avião. Onde vai o piloto e onde se prendem as asas.
Futaba
É uma marca japonesa de rádio. Mundialmente conhecida. Um excelente rádio e com peças disponíveis no mercado brasileiro. É representada no Brasil pela Aeromodelli, uma importadora e distribuidora dirigida pelo empresário Roberto Shumbatta.
Hélice
As hélices são de madeira ou de plástico. As de madeira tem sido abandonados pois que quebram com mais facilidade. Boas marcas de hélices de plásticos são as importadas Master e a APC. Essas hélices vem normalmente balanceadas de fábrica. Mas é sempre bom checar com o balanceador de hélice. Hélices desbalanceadas desgastam as buchas e rolamento, além de darem menos rotação final. Há as hélices de passo invertido, utilizadas na traseira da fuselagem. Elas mandam o ar para a frente do motor. A hélice mais utilizada é a tamanho 10 x 6, visto que é a hélice apropriada para motores .40. Isso significa que ela possui 10 (o que não se sabe) de comprimento por 6 de largura. A hélice, 10 x 7, por exemplo, possui o mesmo comprimento mas uma pá mais larga. Motores dois tempos .60 utilizam a hélice 11 x 6 ou 11 x 7. Nas instruções que acompanham os motores há sempre a indicação das hélices apropriadas. Essa hélices de plástico importados são muito finas no bordo da fuga, cortantes, podem machucar, e por isso devem ser lixadas (levemente). Ao se instalar a hélice no motor o parafuso que prende a hélice deve ser bem apertado pois que se ficar meio frouxo, a hélice, com o motor ligado, poderá se soltar saindo em grande velocidade para a frente e podendo causar acidentes. Especial cuidado se deve ter com esse aperto se o motor for 4 tempos pois que esse motor dá contras violentos e que jogam longe a hélice se não estiver bem afixada. Deve-se evitar também ficar na perpendicular em relação ao eixo da hélice (no lado da hélice) pois que uma ponta pode partir (batendo no chão) e soltar com grande velocidade um pedaço. Com motores iguais ou acima de .46 deve se ter muito cuidado com a hélice. Nunca dar a partida com o dedo. Na falta de starter utiliza-se um pedaço de madeira.
Horn
O horn é uma pequena alavanca que vai presa no profundor e no leme e que recebe em um de seus furos o link do pushroad.
Inferno
Inferno é um automodelo off road escala 1/8 a combustão da marca Kyosho. É um excelente automodelo. Existem em dois modelos. O modelo MP5 mais caro é também o melhor. É um carro de ponta em competições. O pessoal costuma utilizá-lo também no asfalto (on road). Para isso basta trocar os pneus (colocar pneus de espuma) e baixar, através da regulagem, a suspensão.
JR
JR é a marca de um rádio japonês. É um excelente rádio. Está sendo importado e distribuído no Brasil pela DBM.
Kit
Chama-se kit o conjunto de peças (normalmente vem em uma caixa) necessária para a montagem de um modelo.
Lancer vac
O lancer vac é uma manobra acrobática que se faz com o avião. É uma manobra muito bonita quando bem feita. No lancer vac o aeromodelo vem subindo acelerado e de repente começa a capotar girando sobre seu eixo. Uma das saídas do lancer vac se faz através do parafuso chato (parafuso de cabeça para baixo). Para fazer o lancer vac se imprime velocidade ao aeromodelo e a seguir se faz ele subir. A seguir se aeleron para esquerda / leme para a direita / pica-se tudo e se dá todo motor. É assim o movimento nos sticks: stick da direita todo para a esquerda / stick da esquerda todo para a direita / stick da direita todo para cima (mantendo ele todo na esquerda) / stick da direita todo para cima (mantendo ele na direita. Esses movimentos, um se sucede ao outro, separados por frações de segundo.
Leme
Além de se prestar para fazer uma curva mais elegante em vôo, o leme tem utilidade: para decolar, para aterrisar e para acrobacias. A corrida para pegar velocidade na decolagem é feita com o acelerador e com pequenas correções de rumo feitas com o leme. Na aterrisagem, próximo ao chão, o leme tem grande utilidade para colocar o aeromodelo no eixo da pista. Pessoas que aprendem a pilotar com o auxílio do instrutor, começam a utilizar o leme só mais ao final da aprendizagem, sendo que, existem aeromodelistas de anos que persistem sem utilizar o leme. É que as curvas podem ser feitas com os aelerons e profundor. Com os aelerons vira-se o aeromodelo para um lado, com o profundor, cabrando, ele faz a curva para esse lado. Para quem quiser aperfeiçoar o seu vôo, estabelecendo um perfeito domínio sobre o modelo, o treinamento com o leme é de importância fundamental.
Link
Link são pequenas peças, normalmente de nylon, com jeito de boca de jacaré, colocados nos cabos pushroad com o fim de ligá-los aos strips e horns. O link vai preso em uma rosca do puhsroad e por isso, girando, ele dá mais ou menos comprimento ao pushroad, regulando, dessa forma, os comandos. Links de metal devem ser evitados. Há quem diga que dão interferência no rádio.
Lixa
A lixa para madeira é bastante utilizado em aeromodelismo. É sempre bom ter uma grossa (80) e uma fina (200).
Looping
É uma manobra acrobática. Se faz cabrando o profundor até o aeromodelo dar uma volta completa sobre seu próprio corpo. Enquanto ele sobre se acelera. Quando ele passa a descer se tira o motor.
Mangueira de silicone
A mangueira de silicone é utilizada para conduzir o combustível no aeromodelo. O silicone, ao contrário do plástico comum, não é atacado pelo combustível.
Manicaca
Diz-se Manicaca a pessoa que não sabe pilotar direito. Manicaca é, também, um modelo de aeromodelo.
Mesa de servo
É a mesa onde os servos são instalados dentro do aeromodelo. Os rádios vem normalmente com uma mesa de material plástico.
Mirage
É, assim como o Inferno, um automodelo off road escala 1/8 a combustão, só que da marca Thunder Tiger. É um excelente automodelo e barato também, se comparado seu preço com os demais 1/8 de escala. O pessoal costuma utilizá-lo também no asfalto (on road). Para isso basta trocar os pneus (colocar pneus de espuma) e baixar, através da regulagem, a suspensão.
Monokote
É um material plástico que se presta para entelar asas e fuselagens. O similar nacional é o aeroplast que é mais barato. O monokote é preso a fuselagem com o calor do ferro de monokote. Depois, é esticado com o calor do soprador.
Montante
O montante é uma peça presa a fuselagem na chamada porta de fogo na qual é preso o motor com o auxílio de quatro parafusos. Os montantes são normalmente feitos em um material duro de plástico. Há alguns feitos em metal. Podem ser feitos também de madeira.
Motor ABC
Anelados são os motores que possuem anéis no pistão. ABC, uma tecnologia mais recente, são os que não utilizam anéis. O motor ABC surgiu da constatação que a parte superior do cilindro dos motores esquenta mais que a parte inferior do cilindro, pois que é ali que se verificam as explosões. Esquentando mais, a parte superior se dilata mais. Assim criaram um motor que quando ele está frio, sua parte superior possui um diâmetro menor dentro de cilindro. Ao esquentar, essa parte se dilata mais que a inferior ficando do mesmo tamanho e impossibilitando (ou dificultando) assim a passagem de combustível para baixo (o que faz com que se dispense a utilização dos anéis, cuja finalidade é justamente essa, impedir que o combustível passe da parte superior do cilindro para a inferior na fresta que existe entre o pistão e a camisa).
Motor anelado
Ver Motor ABC acima.
Motor embuchado
Motor embuchado, se diz, aquele que utiliza buchas. O eixo do virabrequim, na parte anterior do motor, separa-se da carcaça através de um sistema de buchas e não de rolamentos. Essas buchas, há uns tempos atrás, costumavam dar problemas. Hoje praticamente não dão. A vantagem do rolamentado sobre as buchas está em que o rolamentado alcança uma rotação final superior ao embuchado (algo em torno de 20%), em razão de haver menos atrito no eixo do virabrequim.
Motor rolamentado
Ver "Motor embuchado".
Nariz
É a parte dianteira da fuselagem. Barcos possuem proa, aeromodelos nariz.
Nervura
As asas estruturais (tradicionais) são feitas de nervuras de balsa, as quais são enteladas por monokote ou aeroplast. Esse tipo de asa costuma ser mais leve do que asas feitas de isopor prensado por uma lâmina de madeira.
Ni start
Ver "Bateria ni start"
OS
OS é uma marca de motores para modelismo. Excelente marca. Motores muito bem elaborados e com uma tecnologia de mais de uma dezena de anos. São representados no Brasil pela Importadora e Distribuidora Hobby One.
Painel de controle
O painel de controle é um acessório que pode ser instalado na caixa de campo. Tem por fim medir e mostrar a carga das baterias.
Parafuso
É uma manobra acrobática. Consistem fazer o aeromodelo descer fazendo voltas como um parafuso. Basta tirar o motor e colocar, cabrando, leme e aeleron para um mesmo lado. O chamado parafuso chato é o mesmo parafuso, só que feito de dorso. No parafuso chato, leme e aeleron ficam para sentidos opostos e profundor picado.
Picar
Ao contrário de cabrar, picar e fazer o aeromodelo descer. Para picar empurra-se o stick da direita para frente. Com isso o profundor baixa e o aeromodelo desce.
Pata choca
Diz-se pata choca o aeromodelo que voa como se fosse uma pata que estivesse choca, ou seja, bem devagar.
Ponteira
Na ponta da asa vai a ponteira. Existem ponteiras com um determinado desenho que fazem com que o stoll da ponta da asa seja posterior ao stoll no meio da asa. Isso faz com que a queda do aeromodelo conseqüente ao stoll não seja de lado mas de nariz, facilitando a recuperação do aeromodelo.
Porta de fogo
A porta de fogo, normalmente de compensado, é o pedaço de madeira dentro da fuselagem no qual se prende o montante do motor. Esse compensado não deve ser inferior a 8 mm e a cola para prender a porta de fogo na fuselagem deve ser a base de epóxi (não utilizar bonder ou cola de madeira) para que não sofra com o combustível que normalmente molha a porta de fogo.
Profundor
O profundor é a peça móvel que vai presa na parte posterior do estabilizador horizontal e tem por fim fazer com que o aeromodelo suba e desça.
Pushroad
Os pushroads são os cabos responsáveis por transmitir oo movimento do servo ao leme, aelerons, profundor e acelerador. Os vendidos prontos possuem uma capa de plástico e dentro um cabo plástico ou de aço (a alma). Podem ser feitos com vareta de balsa a qual vão presos cabos de aço nas pontas. Os pushroads não podem fletar (dobrar) quando dado o comando. Para que isso não ocorra nos de plástico, a capa, próximo as extremidades, deve ser colada às estruturas da fuselagem. Em outras palavras, nos de plástico, a alma deve se movimentar, a capa não.
Pylon race
É uma modalidade de competição no aeromodelismo. Os aeromodelos pylon são extremamente velozes. Vence o mais rápido.
R/C
Aeromodelo r/c significa aeromodelismo rádio controlado. Aeromodelismo u/c significa aeromodelismo a cabo, o de vôo circular.
Rádio AM
É o rádio que funciona na frequência AM. Próximo de cidades pode dar interferência. Vem sendo abandona e substituído pelo FM.
Rádio FM
Rádio que funciona na frequência FM. É a frequência mais utilizada.
Rádio PCM
Rádio que funciona na frequência PCM. De todos é o menos sujeito àinterferência. Custa mais caro.
Resina
Muitos aeromodelos são construídos em fiberglass. Para consertá-los em caso de queda utiliza-se tecido e resina que se mistura com catalisador. Esse material é vendido nas casas que vendem fibra de vidro.
Retentor de roda
É uma pequena peça circular por onde entra um parafuso que firma oretentor no trem impedindo que a roda salte fora do trem de pouso.
Retentor de servo
O retentor de servo vai preso ao braço do servo e por dentro dele passa o arame do pushroad, o qual é apertado e preso dentro do retentor por um parafuso. Tem gente que ainda utiliza link junto aos servos. Não se deram conta o quanto mais prático é o retentor. Os links devem ser reservados para a outra extremidade dos pushroad.
Servo

 

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O servo é uma peça que possui em cima uma alavanca que se movimenta obedecendo o comando do transmissor. O servo vai dentro do aeromodelo. São tantos os servos quantos forem os canais do rádio. Cada canal do rádio comanda um servo. Existem diferentes modelos de servos uns com mais tração outros com menos.
Soprador
O soprador é muito parecido com um secador de cabelo. A diferença é que esquenta mais. Tem por finalidade esticar o monokote, aeroplast ou vinil por ocasião da entelagem do modelo.
Spiner
O spiner é um cone, normalmente de plástico, que vai na frente da asa. Não tem apenas função estética. Ele protege o motor no caso de um choque frontal, amortecendo a pancada. Em caso de colisão com uma pessoal, ele também produz esse mesmo efeito. O spiner facilita, também, a colocação do starter para fazer o motor pegar. Motores .40 pedem spiner de 2" a 2" 1/4.
Starter
É um aparelho elétrico que faz girar um eixo na ponta do qual vai uma borracha que tem por fim sem prensada contra o spiner para fazer o motor girar. É utilizado para dar a partida no motor. Funciona com uma bateria de 12 volts. Essa bateria, se não for uma selada dentro da caixa de campo poderá ser a bateria do automóvel. O starter 90 pode ser utilizado em motores até .60. Motores maiores necessitam de um starter mais potente, o starter 180.
Strip
Strip ou orelha é uma pequena peça de plástico que vai presa na alavanca que movimenta o aeleron. O link que traz o movimento do servo através do pushroad se prende a alavanca através da intermediação do strip.
Stol
Para que o aeromodelo voe ele precisa estar em uma velocidade mínima em relação ao ar (não ao chão). Se ele diminuir essa velocidade mínima, ele estola, entra em stol, ou seja, perde a sustentação em cai. O stol é aquela a reação (perda da sustentação) do aeromodelo pelo fato de ele ter voado abaixo da velocidade mínima. O piloto experiente sabe quando o aeromodelo está se aproximando da velocidade de stol, o piloto sente que o aeromodelo começa a ficar bamba, a perder o controle, os comandos já não respondem imediatamente. Após o stol o aeromodelo cai e é nessa queda que ira recuperar a velocidade e sair do stol. Se estiver muito perto do chão, quando ocorrer o stoll, poderá não haver espaço suficiente para que ele recupere a velocidade planeio. Treinamento de importância fundamental para quem quer se tornar um piloto com completo domínio do aeromodelo é o vôo em pré-stol. O aeromodelo deve ser pilotado bem lentamente, com velocidade bem pouco superior àquela que o colocará em stol. Quem só voa com muita velocidade não obtém nunca o completo domínio do aeromodelo.
Supertigre
É uma marca italiana de motores para aeromodelismo. São motores de boa qualidade e que não custam muito caros. A marca Supertigre é representada no Brasil pela importadora Aeromodelli.
Tanque
Os tanques de aeromodelismo são de plásticos. Os das marcas tradicionais vão desde 2s onças até 24 onças. Para um motor .40 utilizasse normalmente um tanque de 10 a 14 onças. São feitos em material plásticos. Possuem duas saídas onde vão fixadas as mangueiras de silicone. Uma saída é a do combustível. Uma extremidade conecta com o carburador e na outra tem o pescador dentro do tanque. Esse pescador é um pequeno peso que tem por fim pegar o combustível esteja o tanque de lado ou de cabeça para baixo (no vôo de dorso). A outra saída está mais para entrada do que para saída. Uma extremidade conecta com a descarga e outra com o interior do tanque. Estatem por finalidade levar a compressão que existe na descarga para dentro do tanque. Essa compressão ou pressão lançada no interior do tanque contribui para que o combustível seja lançado dentro do carburador.
Tecido de fibra
Utilizado para construir e consertar em fibra de vidro. É vendido por metro nas lojas especializadas em fiberglass.
Terminal de bateria
É o fio que sai da bateria do receptor e conecta o receptor.
Terminal de servo
É o fio que sai do servo e conecta o receptor.
Thunder Tiger
É uma marca de produtos de aeromodelismo e automodelismo. Kits, acessórios, motores. Representada no Brasil pela Aeromodelli.
Trainer
Diz-se aeromodelo trainer aquele que se presta para o aprendizado. Éfundamental que voe lento. São as seguintes as suas característica principais: asa alta, leve, asa assimétrica (reta embaixo).
Trem de pouso
O trem de pouso é o trem central. Pode ser feito em alumínio, aço ou fibra de vidro. Deve possui uma certa flexibilidade com vistas a amortizar choques.
Trem retrátil
Nos rádios 6 canais, o quinto e o sexto canal são destinados aos trem retrátil e aos flaps. O recolhimento do trem, além de dar uma idéia maior de realidade, é de recomendável para os aeromodelos feitos para voar em alta velocidade, pois que diminui o arrasto e dá mais estabilidade ao aeromodelo.
Vela
A vela pode ser quente ou fria, dois tempos ou quatro tempos. Para voar em alta rotação recomenda-se vela fria, para voar em baixa vela quente. Motores 4 tempos não funcionam bem com velas de 2 tempos, tendem a apagar. A vela 4 tempos esquenta com mais facilidade para compensar o fato de que o motor 4 tempos não atinge grandes temperaturas. Quanto o motor der problemas na alta rotação suspeite da vela. Para saber se a vela está boa, tire-a do motor, ligue-a na bateria ni start e veja se o filete fica incandescente. Se ficar, é 70% que ela está boa.
Verruma
Ferramenta manual que tem por fim fazer furos.
Vinil
Além de monokote e aeroplast tem-se utilizado, mais recentemente, o vinil para entelar o aeromodelo. É um plástico com cola por um lado. É bastante fácil entelar com vinil. Após colá-lo a fuselagem ou a asa deve-se passar o aquecedor para ele esticar.
Voltímetro
Muito útil para testar a voltagem da bateria do receptor. Se a voltagem estiver baixa é porque, como regra geral, a amperagem também esta (pouca carga).

Hobby Esportes: Divulgação do aeromodelismo e lealdade com o desportista


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