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Aeromodelislmo VCC

                                                        Por Gustavo Gaspar Campanha, André Coraucci e Francisco Ramos

                                                                  Artigo cedido pela Revista Aerohobby Magazine

   

                                       Chicao_e_Sergio.gif (47115 bytes)

                     Francisco Ramos (Chicão) e Sérgio com seus aeromodelos Cheyenne

 

 

Pouca gente pratica e sabe sobre o aeromodelismo VCC. Recebemos nesse período de "vida" da AeroHobby Magazine, vários e-mails com pedidos para falarmos sobre o VCC. Segue abaixo: 

VCC, O QUE É?

Aeromodelismo VCC (Vôo Circular Controlado, também é chamado de U-control ou Control-Line) é uma categoria do aeromodelismo na qual o piloto está ligado fisicamente ao avião por meio de cabos. O sistema de controle se baseia no movimento do profundor (para cima ou para baixo), o que faz com que o avião suba ou desça, de acordo, você move o balancim, e este, move um arame rígido ("push-rod") que empurra ou puxa o "horn" (uma espécie de pino perpendicular ao profundor e que está preso nele, é onde você prende o arame), fazendo com que o profundor se mova.

VCC ou R/C?

Essa é uma questão interessante. Hoje em dia, com os equipamentos mais em "conta" e as facilidades oferecidas (modelos prontos ou quase prontos para voar, rádios programáveis e a proliferação de clubes, instrutores, etc), muitas pessoas tomam contato com o aeromodelismo sem nem mesmo saber que existe a modalidade VCC. Para muitos também, o VCC, à primeira vista, pode parecer monótono, ainda mais se estivermos assistindo ao vôo de um iniciante. Claro, preso aos cabos de controle pela ponta de uma das asas, o modelo VCC não poderá reproduzir o vôo de uma aeronave real. Mas, não é na verdade isso que importa. O VCC é uma modalidade voltada para competição. É também desafiante, pois as acrobacias são feitas sempre muito próximas ao chão (cerca de 1,5 m) e qualquer erro representa no mínimo algum trabalho recuperando o modelo. No VCC estamos fisicamente ligados ao modelo. Sentimos sua vibração, as variações de tensão nos cabos, as variações do vento no modelo e no nosso corpo, exigindo uma atenção total e atitudes físicas (andar contra ou a favor do vento para corrigir o vôo do modelo) o que faz do vôo uma experiência sensorialmente mais completa. Os preços também são muito diferentes. Pode-se começar a voar VCC com um investimento de cerca de R$ 200,00 (cerca de 1/4 do valor do investimento inicial para R/C). Mas, quando comparamos os valores relativos a bons modelos de competição, que a diferença fica astronômica. Na verdade as duas modalidades tem suas vantagens e desvantagens. Vale à pena conhecer as duas para escolher! Eu já voei as duas modalidades e gosto muito das duas, mas as competições e a adrenalina em VCC são mais estimulantes!

Modalidades VCC

 

F2A - Speed ou velocidade: O speed é uma modalidade de competição na qual o objetivo é completar 9 voltas consecutivas (1000 m) no menor tempo possível. Os aeromodelos podem chegar a 300 km/h. O aeromodelo é relativamente pequeno, tem uma asa só (bem comprida e fina), hélice com uma só pá (monopá) e um só estabilizador. Seu corpo é altamente aerodinâmico, tem só o tamanho suficiente para abrigar o motor (2,5 cc).

F2B - Acrobacia: Na acrobacia, o piloto deve executar com precisão uma seqüência de manobras preestabelecida. Os modelos são grandes (têm aproximadamente 1,50m de envergadura) e finíssimo acabamento, os motores usados vão de 0,40 a 0,60cc em média. No Brasil, além da categoria internacional (FAI F2B), existem as categorias promocionais, que são (em ordem de dificuldade): Mini-FAI, Intermediário, e Iniciantes. Existe também a categoria Aberto, que foi criada para acabar com hegemonia dos pilotos profissionais na categoria FAI. No aberto, disputam os melhores pilotos do Brasil.

F2C - Team Race ou Corrida em conjunto: Nesta modalidade, o desafio é completar 100 ou 200 voltas no menor tempo possível. Há uma limitação quanto ao tamanho do tanque de combustível, tornando obrigatório pousos para reabastecimento, com imediata decolagem. É como uma fórmula 1 de aeromodelos. Na dupla piloto/mecânico, o segundo é a peça mais importante da equipe, ele é responsável por: um rápido abastecimento, partida idem, boa regulagem do motor, sinalizar ao piloto a hora de cortar o motor (no team race e no speed há um sistema para desligar o motor em vôo), etc. O piloto deve decolar o avião rapidamente, ultrapassar os outros pilotos seguramente, ouvir o sinal do mecânico e desligar o motor na hora certa, levar o avião até as mãos do mecânico (os mecânicos ficam em lugares fixos), etc. Os modelos atingem 150/200 km/h. Voam de 2 a 4 pilotos de uma só vez.

F2D - Combate: No combate, 2 pilotos voam ao mesmo tempo. O avião não tem corpo, é só uma asa, o corpo fica embutido na asa e só os montantes do motor ficam para fora. É amarrada na cauda do avião uma fita de 3 m que é feita de papel crepom com uma costura passando pelo centro. As asas voam numa velocidade boa (120 a 140 km/h) fazendo acrobacias radicais, o objetivo é cortar a fita do adversário o maior nº de vezes possível (o que vale é o número de cortes, ou seja, vale mais ficar picotando a fita do adversário do que cortá-la pela raiz).

Caixa de campo

Na caixa de campo, o aeromodelista deve levar:

Bateria 1,5 volts (Ni-starter) - Usada para acender a vela durante a partida. 

Combustível - A quantidade deve ser adequada ao consumo do seu motor. Pode ser de fabricação caseira ou comprado pronto 

Cabo de aço - Também adequado ao tamanho do seu modelo. Pode ter de 10 a 21 metros, dependendo do motor e do avião, aviões maiores cabo maior, aviões menores, cabo menor.

Bomba de combustível - pode ser elétrica ou manual, usam-se também seringas de 60ml que são usadas em cavalos ou recipientes maleáveis que possam ser apertados para bombear o combustível. 

Panos - em geral 2 ou 3, um ou dois para limpar o avião e um para limpar os cabos. Um rolo de Papel toalha também é muito útil.  Solução para limpeza - usa-se vários produtos de limpeza como o álcool, removedor, Veja®, detergente, desengordurantes, etc. é guardada naqueles esborrifadores de produtos para passar roupa.  Caixa - feita de plástico ou madeira, deve atender às necessidades do aeromodelista. Com o tempo, o tamanho das caixas de campo diminui, pois você começa a deixar em casa ou no carro as coisas supérfluas.

Cola - pode ser epóxi (Araldite®) ou de cianoacrilato (Super Bonder®). Paraeventuais consertos, é indispensável.

Hélices - Nunca vá ao campo sem uma ou mais hélices reserva, principalmente no começo, iniciantes quebram hélices freqüentemente.

Ferragens e ferramentas em geral - chave de fenda, chave de vela, chave philips, alicates de corte, de bico fino e chato, parafusos, porcas, etc.

Como começar

Tornar-se um aeromodelista não é tão difícil quanto parece, nem tampouco é um hobby-esporte muito caro. Como dito anteriormente, com 200 reais (avião pronto + motor) você pode se tornar um. Comece indo à uma pista ou clube. Com certeza, lá você terá informações e orientações de o que e onde comprar mais barato. De uma maneira geral, os aeromodelistas são muito receptivos e certamente você conseguirá alguém para ajudá-lo nos primeiros vôos. Com o tempo, você começará a dominar o vôo e poderá aprender as acrobacias básicas. Aí, é hora de escolher a sua modalidade preferida e se especializar.

Motor

O motor mais utilizado é o 2 tempos, poucos aeromodelistas de VCC utilizam motores 4 tempos. O motor é abastecido com uma mistura de metanol e óleo (rícino ou sintético) e outros aditivos (nitrometano, acetona, etc.). A cilindrada do motor para VCC varia entre 0.049 e 0.60 polegadas cúbicas (existem motores maiores, mas raramente são usados no VCC). Os motores 0.25 são os mais utilizados no Brasil, abrangem uma grande fatia dos aviões para VCC, se você for a uma pista, não conseguirá contar nos dedos quantos aviões 0.25 polegadas cúbicas estão lá. Os motores 0.35 e 0.40 polegadas cúbicas são mais utilizados em aviões para acrobacia intermediária, Mini-FAI e alguns modelos FAI. Os motores 0.51 e 0.60 polegadas cúbicas são os utilizados na acrobacia FAI F2B. Existem também os motores diesel que utilizam uma mistura de óleo de rícino, éter e querosene, sendo mais utilizados nos Team Race F2C.

Avião

O avião é feito de madeira balsa e compensado. A balsa (madeira leve) é empregada no corpo, leme, profundor, nas nervuras da asa e nos chapeados do avião. O compensado é colado à balsa no "nariz" do avião, para dar um reforço estrutural no corpo. Para parafusar o motor existem dois montantes de madeira dura, que ficam no sanduíche balsa-compensado. A asa do avião é semi-oca, não é um bloco sólido (exceto os aviões de isopor) para aliviar peso. É feita de nervuras ligadas por 2 ou mais longarinas, um bordo de ataque e um bordo de fuga. Os comandos do avião são feitos através do movimento de um balancim (que é movimentando pelos cabos), que move um arame (push-rod) e que por fim, move o profundor, para cima ou para baixo, fazendo o nariz do avião apontar para cima ou para baixo. Nos aviões acrobáticos, além do profundor, são instalados "flaps" ao bordo de fuga do avião, que movimentam-se inversamente ao profundor.  

A matéria foi dividida em 2 partes devido a sua grande extensão, aguarde até a próxima edição de numero 9 onde será apresentada a Gama de Acrobacias, Calendário, Tabelas de Hélices, Dicas, Fotos e Links. Aguarde, até lá...

 


Hobby Esportes: Divulgação do aeromodelismo e lealdade com o desportista


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