Veja dicas de Márcio Dottori para comprar um barco
por
Alexandre Koda
Introdução
Atenção
em diversos detalhes na hora de comprar um
veleiro
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Cabine precisa ser funcional e confortável
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O consultor
da Revista Náutica e experiente velejador Márcio Dottori
esteve na São Paulo Boat Show e passou algumas dicas de
como comprar um barco e comentou sobre alguns detalhes
que devem ser observados antes de se adquirir uma
embarcação.
Segundo ele, em primeiro lugar é necessário definir quem
vai usar o barco, se será para uso solitário ou em
família. Caso seja para uso com os familiares, o ideal é
envolvê-los na escolha e compra do barco. “Isso é
importante, pois o veleiro pode acabar virando um
concorrente na família”, explica Márcio.
No caso do veleiro, por exemplo, ele explica que é
importante definir se será um costeiro ou um barco para
travessia oceânica. “Os costeiros não precisam ser tão
fortes e nem levar grandes quantidades de água e
combustível, ao contrário dos oceânicos que também devem
ser mais confortáveis para longas viagens”. Caso o barco
escolhido seja para longas jornadas, é ideal que seja de
metal, pois é muito mais resistente que os de plástico e
madeira.
Depois de escolhido o tipo de embarcação, o próximo
passo é definir onde comprar. Para os mais entusiastas
existe a opção de mandar construir um barco com design
único, com características pré-definidas pelo
proprietário, ou adquirir uma embarcação pronta. Segundo
Márcio, um barco construído em um estaleiro de renome
terá menos desvalorização na revenda. “Um barco perde
cerca de 20% do valor anualmente ao ser revendido e,
para ter uma boa liquidez, é interessante comprar em
algum estaleiro já reconhecido no mercado”, diz o
especialista.
Detalhes - Uma dica importante e que muitas vezes
não é levada em consideração é a profundidade da
embarcação, que deve ser correspondente aos locais onde
se deseja navegar. Para exemplificar, Márcio comenta
sobre o litoral do nordeste brasileiro, que é muito
raso. “Um barco que tenha uma profundidade de 1,70m vai
entrar em muito mais lugares do que um de 2m, por
exemplo”.
Outro detalhe que muitas vezes passa batido na escolha é
a avaliação do cockpit, que precisa ser funcional e
confortável, pois é onde o velejador passa a maior parte
do tempo. Ele deve possuir uma capota na entrada na
cabine, lugar para guardar pequenos utensílios e espaço
para acomodar os equipamentos de navegação, como radar,
GPS e bússola. “Ter plataforma de popa também é
interessante, de preferência com chuveirinho de água
quente e fria”, ressalta Dottori.
Um bom cokpit precisa ter ainda uma posição de comando
na qual seja possível visualizar os dois bordos e a
popa, para uma velejada segura. “Muitas vezes a capa da
cabine atrapalha a visão, então o interessante é usar um
material transparente”, comenta Márcio. |
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