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Sou praticante de Helimodelismo há cerca de 2 anos e certamente, como
todo novato, tentei inventar métodos de ajustes da agulha de alta do motor,
pois diferentemente dos aviões, nos helicópteros os devidos ajustes se tornam
um pouco mais complicados, devido a várias circunstâncias.
1 – Para se efetuar o
ajuste da agulha de alta, temos obviamente que abrir todo o carburador e o passo
(ângulo de ataque das pás) aumenta na proporção em que aceleramos o motor,
ou seja, já encontramos aí a primeira dificuldade pois o heli sairá voando.
2
– Para evitar que o helicóptero decole tentamos prendê-lo em algum lugar
(bancada) para que possamos, por baixo, ajustar a agulha correspondente.
3
– O motor será requisitado além do previsto, pois está preso e não
consegue decolar o helicóptero.
4
– O motor irá super aquecer, mesmo “trabalhando” no lado rico,
principalmente se for um motor ainda em fase de amaciamento,
5
– Qualquer vacilo e corre-se o
risco de batermos qualquer parte de nosso corpo nas pás em alta rotação
(perto de 2000 RPM)...confesso que é um tanto assustador e perigoso estar
debaixo e tão perto da máquina à pleno motor.
Com todas essas dificuldades , tentei inventar um método mais prático e
eficaz para os devidos ajustes. O mesmo consistia em prender o heli numa
bancada, fixando firmemente seus esquis e retirando as pás do rotor principal,
eliminando os problemas citados nos itens 1 ao 5 descritos acima.Tudo OK, é
hora de por a idéia “brilhante” em prática!
Comecei a acelerar o motor e o coloquei em máxima rotação. Realizei os
devidos ajustes na agulha de alta e senti (muito tardiamente) que sua rotação
estava aumentando muito acima do esperado, o motorzinho estava girando
absurdamente rápido demais...quando de repente, em menos de 1 minuto, ouvi um
estalo e o motor travou como se estivesse “fundido”, saindo uma fumacinha
branca mais espessa pelo escapamento.
Depois de muito analisar a situação concluí que: Houve o disparo da
rotação do motor pois o mesmo estava praticamente livre de qualquer arrasto
fornecido pelas pás do rotor principal, ultrapassando a rotação máxima a que
foi projetado (2000 a 22000 RPM).
Abrindo o motor, constatei a
quebra de uma parte da saia do pistão, entortamento
e quebra do mancal superior da biela. Tive sorte de não ter afetado
nenhuma parte a mais do motor (camisa, virabrequim, etc...) e mecanismo geral do
heli.
Moral da história: Nunca tire as pás
do rotor principal de seu helicóptero para fazer os ajustes na agulha de alta,
pois há maneiras muito mais seguras e eficazes
de fazê-los.
Essa experiência foi compartilhada
com Chico Brendler que chegou a mesma conclusão que eu:
Abaixo as fotos das peças avariadas


Autor:
Valdo Kruszynski
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